Uma tragédia chocou o interior de São Paulo na manhã deste sábado (13). A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, natural de Jandira (SP), morreu após ser jogada de uma altura de 40 metros sem nenhuma corda de proteção durante a prática de rope jump (modalidade de salto livre similar ao bungy jump). O acidente fatal ocorreu na famosa trilha da Ponte do Esqueleto, localizada no município de Limeira (SP).
De acordo com o relatório da Polícia Militar, uma testemunha ocular relatou que os instrutores e funcionários da empresa organizadora esqueceram completamente de acoplar o equipamento de segurança principal na vítima antes de autorizar o procedimento.
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Um vídeo desesperador que circula nas redes sociais flagrou o exato momento do homicídio culposo. Nas imagens, funcionários carregam Maria Eduarda até a plataforma e a jogam no precipício. Instantes depois, o áudio capta o desespero das testemunhas gritando: “a corda”, “gente, a corda”. Os homens que aparecem na gravação usavam camisetas com as marcas das empresas “Entre Cordas” e “Ih Voei”.
Caçada na mata, helicóptero e seis prisões em flagrante
O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados imediatamente, mas o impacto da queda livre foi violento e o óbito de Maria Eduarda foi constatado ainda no leito do local.
Logo após a queda, dois instrutores fugiram do local para escapar do flagrante. A Polícia Militar precisou montar um cerco na região de mata e utilizou o helicóptero Águia para localizar e capturar os fugitivos.
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Balanço policial: Ao todo, seis pessoas foram presas em flagrante e encaminhadas ao 2º Distrito Policial de Limeira;
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Investigação: O caso foi registrado e as autoridades tentam contato com os representantes legais das empresas “Entre Cordas” e “Ih Voei”, que até o momento não se manifestaram.
Ironicamente, vítima postou foto antes do salto: ‘Quem foi o doido que deixou?’
Maria Eduarda utilizava suas redes sociais para compartilhar o amor por esportes, atividades ao ar livre e contato com a natureza. Com formação em Educação Física e Gestão Esportiva, a jovem era torcedora fanática do Santos Futebol Clube.
Horas antes do acidente, ela publicou uma sequência de stories no Instagram mostrando os bastidores do passeio, as pulseiras de identificação e os organizadores testando os equipamentos. Em uma postagem registrada às 7h31, ela fotografou o banner da empresa “Entre Cordas” na Ponte do Esqueleto e escreveu em tom de brincadeira: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”.
A empresa responsável cobrava a taxa de R$ 180 pelo salto e possuía uma agenda cheia para os próximos meses em cidades de São Paulo (como Rio Claro, onde cobrava R$ 210) e Minas Gerais (com saltos a R$ 250). Havia vagas executadas na sexta (12) e para este sábado (13), além de um novo evento agendado na Ponte do Esqueleto para 11 de julho.
Prefeitura de Limeira vai processar o Governo Federal por omissão
Na tarde deste sábado, a Prefeitura de Limeira emitiu uma nota oficial lamentando a tragédia e anunciando que vai processar judicialmente o Governo Federal por omissão na fiscalização da área. Segundo a gestão municipal, a responsabilidade pela manutenção, fiscalização e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusiva da esfera federal.
“A Prefeitura vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área. A tragédia torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão. Tanto a administração municipal quanto a Câmara, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, já haviam enviado ofícios cobrando barreiras de segurança. Nenhuma providência concreta foi adotada pelos órgãos federais”, diz o comunicado da prefeitura.