O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB) emitiu uma nota oficial nesta quarta-feira (1º) para esclarecer que a redução de R$ 1,20 no diesel, anunciada pelo Governo do Estado, não chegará de forma imediata às bombas. Segundo o sindicato, o repasse depende da renovação dos estoques das distribuidoras e da mistura de produtos nacionais e importados.
A entidade ainda reforçou que os postos são o último elo da cadeia e não têm autonomia para baixar o preço enquanto comprarem o combustível com valores antigos.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
Leia a nota na íntegra:
“O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB) esclarece que o anúncio de redução de R$ 1,20 no diesel pelo Governo do Estado não se traduz automaticamente em queda imediata no preço nas bombas. Isso porque o valor final depende da origem do produto (nacional ou importado), dos estoques já adquiridos pelas distribuidoras e da média ponderada de custos.
Na prática, se o combustível foi comprado mais caro, não há como haver redução imediata — e, consequentemente, os postos, que apenas revendem, também não conseguem repassar essa diminuição de forma instantânea.
É importante destacar que as distribuidoras não compram 100% do diesel sob a nova condição e operam com uma mistura de estoques e origens, o que dilui o impacto da redução ao longo do tempo. À medida que novos volumes forem adquiridos a preços mais baixos, essa redução tende a ser gradualmente repassada ao consumidor.
O Sindipetro-PB reforça que os postos não compram diretamente da Petrobras ou de importadores, nem realizam a mistura de biodiesel — etapas que são de responsabilidade das distribuidoras. Como último elo da cadeia, o posto apenas comercializa o produto. Por isso, é equivocado atribuir aos revendedores a responsabilidade pela formação de preços.
O cenário do diesel no Brasil é complexo e não será resolvido por medidas isoladas. Ele depende de fatores como preços alinhados ao mercado internacional, condições reais de importação e equilíbrio entre oferta e demanda. Sem competitividade, a oferta se restringe e os custos seguem pressionados.
Por fim, o Sindipetro-PB destaca que os postos não têm interesse em vender combustível caro e que qualquer redução efetiva nos custos será repassada, como ocorre em um mercado competitivo. É fundamental que a análise considere toda a cadeia — do poço ao posto — e que a população seja informada com responsabilidade, sem simplificações que distorçam a realidade.
João Pessoa, 01 de abril de 2026.
A Diretoria
Sindipetro-PB”