Se reparar direito, Eilzo Matos viveu do jeito que quis ao decidir em determinada fase da vida construir seu tempo inteiramente dedicado ao universo rural em sua fazenda “Lagoa de Baixo” nutrindo sua sobrevivência espiritual com o hábito permanente de leitura e produção literária reservada à base do chavão de Euclides da Cunha, segundo o qual, “o Sertanejo é antes de tudo um Forte”.
Eilzo Matos deixa um legado coerente com sua trajetória despojada de vaidades tolas, mas com firmeza de posições políticas por muitos valores, entre eles ter sido ao longo do tempo amigo pessoal do imortal e ex-governador Antônio Marques da Silva Mariz, daí ser também tipificado como, quando fora, um Homem Público honesto e decente com estilo de vida singular.
É exatamente isso. Durante boa parte da vida, Eilzo Matos se dedicou à atividade político-partidária, por isso mesmo não é à toa ter um neto deputado estadual Felipe Leitão, com ele exercendo em parte da vida cargos de deputado estadual e Secretário de Estado, mesmo tendo também sua vinculação com a Cultura, posto que consta em seu curriculum a criação do Festival de Areia e as lutas pela Faculdade de Direito de Sousa, sua terra natal.
A capital de hábitos
Em vida, Eilzo Matos gostava muito de vez em quando vir a João Pessoa para se atualizar dos fatos, desde o tempo em que sua preferência era conversar com o amigo e jornalista intelectual Severino Ramos.
Há de se registrar também sua relação de amizade intelectual com o pensador contemporâneo de épocas, como Evandro Nóbrega. Ultimamente era visto em conversas esporádicas no MAG Shopping, de onde gostava de se encontrar com amigos.
O refúgio rural
Eilzo Matos teve duas famílias deixando familiares / filhos amáveis e dedicados ao respeito à sua história de um intelectual que optou morar na fazenda por gosto pessoal, mesmo de ser forjado na cena rural de muitas histórias típicas de cinema.
Era ali que ele se sentia encorajado e motivado a ler muito produzindo intelectualmente e, ultimamente, com pendores próximos do bolsonarismo pelo antipetismo arraigado que mantinha. Nada, portanto, afeta sua vida digna e de amizades sinceras conquistadas ao longo do tempo.
A Academia Paraíbana de Letras, enfim, perde um dos seus melhores quadros.
Última
“O nome/ a obra imortaliza”