Defesa de pizzaria em Pombal contesta laudo com bactérias e diz que prova está “comprometida”

Representantes da pizzaria La Favoritta em Pombal investigada por surto de intoxicação alimentar
Representantes da pizzaria La Favoritta em Pombal investigada por surto de intoxicação alimentar

A defesa da pizzaria La Favoritta, investigada após o surto de intoxicação alimentar, em Pombal, se pronunciou após a divulgação pela imprensa do laudo do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen), que aponta a presença de bactérias em alimentos coletados no estabelecimento.

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Em declaração nas rede sociais, os representantes da empresa afirmaram que receberam o resultado de forma não oficial e criticaram a forma como as informações vêm sendo divulgadas.

“Mais uma vez algo divulgado de maneira irresponsável e nós como defesa […] estamos aqui para esclarecer. Não temos medo da verdade e muito menos intenção de nos escondermos de nada”, disseram.

Segundo a defesa, o laudo analisou uma amostra de pizza coletada no dia 16, um dia após a produção do alimento. Eles alegam que não há informações claras sobre onde e como esse material foi armazenado antes da análise.

Questionamentos sobre coleta e armazenamento

Um dos principais pontos levantados é o fato de o alimento, segundo o próprio laudo, ter sido mantido em temperatura ambiente – o que, na avaliação da defesa, comprometeria o resultado.

“Não temos noção de quanto tempo essa amostra ficou exposta […] não precisa ser nenhum perito para observar que essa amostra está totalmente comprometida”, argumentaram.

A defesa e o proprietário da empresa também apontam falhas na chamada cadeia de custódia da prova, alegando ausência de registros sobre o manuseio, transporte e armazenamento do material.

“Não temos a documentação de quem manuseou esse pedaço de pizza, […] não há nenhum respeito à cadeia de custódia da prova”, afirmaram.

Defesa contesta hipótese de contaminação

O laudo indicou a presença de bactérias como Staphylococcus aureus e Escherichia coli, levantando a hipótese de contaminação por manipulação inadequada dos alimentos. A defesa, no entanto, rebate essa possibilidade.

Segundo os representantes, o processo de produção utiliza equipamentos de proteção e inclui cocção em alta temperatura.

“As pizzas são produzidas com utilização de EPIs […] e são assadas a 320 graus. Bactérias comuns de ferimentos morrem quase instantaneamente”, disseram.

A defesa afirmou ainda que segue colaborando com as investigações, mas reclama da falta de acesso a informações oficiais.

“Estamos disponíveis para todo e qualquer tipo de investigação […] porém não temos acesso a relatórios, não temos reciprocidade por parte dos órgãos”, pontuaram.

Caso

O caso ganhou repercussão após a morte de uma mulher de 44 anos e o registro de mais de 100 atendimentos por sintomas gastrointestinais na cidade. A causa da morte ainda depende de exames toxicológicos, enquanto a Vigilância Sanitária e o Instituto de Polícia Científica continuam apurando o caso.

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