O Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) não identificou sinais clássicos de intoxicação na necropsia da mulher de 44 anos que morreu após consumir alimentos em uma pizzaria de Pombal, no Sertão da Paraíba. Segundo a perícia, a análise inicial não encontrou alterações típicas desse tipo de quadro, e a conclusão do caso dependerá dos exames complementares já solicitados.
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“Durante a necropsia, não foi evidenciado sinal clássico de intoxicação. Solicitamos exames toxicológicos, fizemos a coleta do material biológico para se fazer uma pesquisa de substâncias exógenas que possa ter relação com esse caso. Se foi ingerida essa substância, muito provavelmente deve vir no exame toxicológico”, explicou o diretor do núcleo de Cajazeiras, Luis Rustenis.
Com a finalização do exame toxicológico e do laudo da necropsia, o material será encaminhado à Polícia Civil da Paraíba (PCPB), responsável pelo inquérito.
O que a investigação apura
A investigação apura dois crimes: consumo de alimento impróprio, previsto na Lei 8.137, e possível homicídio culposo, em razão da morte da cliente.
A apuração também mira toda a cadeia de preparo e venda dos alimentos consumidos no estabelecimento, que foi interditado cautelarmente pela Vigilância Sanitária. A polícia recolheu amostras do corpo da vítima, dos alimentos e das pizzas servidas no local, enquanto aguarda as provas técnicas para definir eventual responsabilização criminal.
Em manifestação divulgada por sua defesa, o proprietário Marcos Antônio afirmou que está colaborando com os órgãos de fiscalização e com a investigação policial.
Quem era a vítima e o que se sabe sobre o caso
A vítima foi identificada como Raíssa Meritein Bezerra e Silva, de 44 anos, engenheira agrônoma e servidora pública. Segundo a investigação, ela esteve na pizzaria com o namorado na noite do domingo (15), quando consumiu uma pizza de carne de sol. O companheiro também precisou de atendimento, mas não apresentou agravamento posterior.
Em nota, o Hospital Regional de Pombal informou que a paciente teve rápida evolução clínica, foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado gravíssimo e morreu às 8h59 da terça-feira (17). Entre o domingo (15) e a terça-feira (17), mais de 100 pessoas procuraram atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no hospital com sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia e mal-estar geral.