Hugo Motta soma 1,5 milhão de menções negativas em 24 horas após caso de empréstimo à cunhada

Levantamento da Ativaweb DataLab aponta que 61,8% das mais de 2,4 milhões de citações ao presidente da Câmara nas redes tiveram tom crítico.

Hugo Motta
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), acumulou mais de 2,4 milhões de menções nas redes sociais nas últimas 24 horas, das quais 61,8%, o equivalente a cerca de 1,5 milhão, tiveram teor negativo, segundo levantamento da Ativaweb DataLab divulgado nesta terça-feira (17). O movimento ocorreu após a repercussão do empréstimo de R$ 22 milhões contratado por Bianca Medeiros, cunhada do parlamentar, junto ao Banco Master.

De acordo com a apuração divulgada pela Folha de S.Paulo, o crédito foi contratado em março de 2024 e usado na compra de uma área de mais de 400 hectares em João Pessoa, onde funcionava uma antiga fábrica de cimento. O terreno foi adquirido por R$ 45 milhões e deverá dar lugar a um novo bairro na capital paraibana. Hugo afirmou que não tem associação financeira direta com o Banco Master nem relação societária com a empresa envolvida na operação.

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Segundo a Ativaweb, as manifestações críticas foram impulsionadas sobretudo pelo vínculo familiar de Bianca com o presidente da Câmara e pelo valor elevado do negócio. O levantamento também indica efeito político direto para Motta: João Pessoa apareceu como a terceira cidade com maior volume de interações sobre o caso, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O estudo ainda registrou a entrada mais frequente de termos ligados ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizando que o episódio ultrapassou o debate econômico e passou a atingir a percepção institucional sobre o deputado.

Na avaliação da empresa de monitoramento, o caso alterou de forma brusca o ambiente digital do parlamentar. “Hugo Motta vinha em uma trajetória de baixa repercussão digital desde dezembro mas bastaram 24 horas para recolocá-lo no centro do debate nacional.”, afirma Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab.

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