Lídia Moura rebate fala ‘transfóbica’ de Eliza Virgínia contra a deputada Erika Hilton e conclama ação do Ministério Público: “Pode levar à violência”

A secretária Lídia Moura, da Secretaria de Estado das Mulheres e da Diversidade Humana da Paraíba (SMDH-PB), lamentou e repudiou a declaração transfóbica dada pela vereadora Eliza Virgínia (PP) nesta quinta-feira (12), durante sessão na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Na ocasião, a vereadora declarou que a indicação de Erika Hilton para a Comissão da Mulher é um ‘erro’ e questionou se deveria tratar a parlamentar como ‘pessoa com pênis ou de pessoa que ejacula’.

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“Eu lamento profundamente as falas da vereadora, ela que tem uma responsabilidade de dialogar com a população, de estabelecer uma cultura de paz, um mundo livre dos preconceitos, porque ela representa uma população e deve saber que o preconceito e essas falas transfóbicas incitam as violências. Então eu lamento muito”, lamentou Lídia.

A secretária ressaltou ainda que a SMDH-PB celebrou a indicação de Erika Hilton para o posto e enfatizou a importância do reconhecimento de que mulheres trans também existem e fazem parte da sociedade.

“Quero dizer que nós, por exemplo, da Secretaria das Mulheres e da Diversidade Humana, celebramos esta indicação da deputada Erika porque compreendemos que nós devemos tratar sobre todas as mulheres e o direito de todas as mulheres. É por isso que nós dialogamos sobre providenciar e fazer políticas para as ‘mulheridades’, todas as mulheres. Então é importante que a sociedade saiba que as mulheres trans existem, resistem e são parte da sociedade, e se são parte da sociedade, podem ocupar todos e quaisquer espaços disponíveis”, declarou.

A gestora aproveitou o momento para reiterar que o Ministério Público deve estar atento aos crimes de transfobia e que as providências para o caso deverão ser tomadas devido ao potencial da incitação do ódio e da violência no caso. 

“Quanto à transfobia, eu quero conclamar ao Ministério Público, que deve estar atento à transfobia. A LGBTfobia é um crime equivalente ao crime de racismo, então eu acredito que o Ministério Público deva tomar as suas providências, porque não se trata de opinião. Quando a gente tem uma reação tão ostensiva contra um determinado grupo, isso é preocupante porque pode incitar o ódio e a violência. Eu lamento”, concluiu.

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