Presidente do Republicanos critica fim da escala 6×1 e afirma que “ócio demais faz mal”

O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre preocupações relacionadas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Pereira argumentou que a eventual redução da jornada pode comprometer a competitividade das empresas brasileiras. Segundo ele, além do impacto econômico, é necessário refletir sobre o uso do tempo livre adicional.

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“Eu acho que quanto mais trabalho, mais prosperidade. Claro, tem que ter lazer, mas ócio demais faz mal”, declarou. O parlamentar questionou se a mudança traria benefícios sociais efetivos, citando possíveis efeitos negativos em comunidades de baixa renda.

O dirigente partidário também criticou a possibilidade de votação da proposta em ano eleitoral, classificando o tema como “muito sensível”. Para ele, o calendário político pode pressionar parlamentares a tomarem decisões estratégicas, ainda que controversas. “Às vezes até tem que votar [a favor] por conta de ser um ano eleitoral, porque o eleitor pode não entender bem se você votar contra. Estou preocupado”, afirmou.

Marcos Pereira sustentou ainda que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), apesar de seus méritos, apresenta entraves quando comparada à legislação trabalhista de países com pleno emprego e economias mais desenvolvidas. Ele mencionou o impacto do custo trabalhista e tributário brasileiro no contexto de acordos internacionais, como o firmado entre Mercosul e União Europeia.

“A gente tem um abismo, e essa é a reclamação da indústria nacional sobre o acordo Mercosul-UE. Não dá para comparar o custo trabalhista, o custo da burocracia e tributário daqui com o de lá”, disse, acrescentando que a concorrência com a China impõe desafios adicionais.

O deputado reconheceu que a demanda pela redução da jornada é legítima, mas ponderou que experiências bem-sucedidas ocorreram em países que classificou como de “primeiro mundo”, com Produto Interno Bruto (PIB) per capita elevado, citando Alemanha, Finlândia, Islândia e Noruega como exemplos.

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