A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest traz um diagnóstico detalhado de como o eleitorado brasileiro enxerga a integridade do sistema eleitoral em 2026. Os números mostram que, embora a maioria da população (53%) ainda confie nas urnas eletrônicas, o país permanece profundamente dividido, com a percepção de segurança sendo diretamente influenciada pelo alinhamento político.
O Nordeste consolidou-se como o baluarte da confiança no sistema, apresentando o maior saldo positivo entre as regiões. Em contraste, o Sul e o bloco Norte/Centro-Oeste apresentam um cenário de empate técnico na desconfiança.
- Nordeste: confia 59% / não confia 37%
- Sudeste: confia 54% / não confia 42%
- Sul: confia 48% / não confia 48%
- Norte/Centro-Oeste: confia 47% / 48%
O impacto do discurso político
A pesquisa evidencia o impacto duradouro das narrativas levantadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que se tornou inelegível e foi posteriormente condenado à prisão justamente por ataques ao processo eleitoral. A ala bolsonarista apresenta o maior índice de rejeição ao sistema: 77% não confiam nas urnas. No polo oposto, entre os apoiadores do presidente Lula, o índice de aprovação sobe para 78%.
Persuasão e Credibilidade
Os dados refletem a opinião de brasileiros acima de 16 anos e revelam que o grupo dos “independentes” e de “direitistas não bolsonaristas” será crucial para o equilíbrio dessa percepção nos próximos anos. A Justiça Eleitoral tem utilizado esses indicadores para reforçar campanhas de transparência e auditoria, visando reduzir a margem de 43% de brasileiros que ainda nutrem suspeições sobre o voto eletrônico, garantindo a estabilidade institucional para os próximos pleitos.