O vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), comentou nesta quarta-feira (28) declarações do governador João Azevêdo, a situação política do pai, o deputado estadual Hervázio Bezerra, e as especulações sobre uma saída do PSB. Leo rebateu a leitura feita pelo governador e afirmou que não houve qualquer tentativa de vitimização por parte da família.
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De acordo com Leo Bezerra, uma fala pública de João Azevêdo gerou desconforto ao sugerir que Hervázio estaria se colocando como vítima: “De acordo com uma fala pública do governador, infelizmente ele disse que estava se vitimizando e não existiu vitimização nenhuma. Hervázio tem uma história na cidade, tem uma história aqui na nossa capital, uma história no estado e tem que ser respeitado isso, como nós respeitamos a vida de cada um”.
O vice-prefeito defendeu que eventuais divergências sejam tratadas internamente, por meio do diálogo político. Segundo ele, a relação do deputado Hervázio Bezerra com o governo sempre foi pautada pela conversa e pelo debate. “Se acham ou se pensam dessa forma, eu acho que tem que ser numa mesa redonda, conversando, porque todas as vezes que o deputado Hervázio foi procurado para votar matérias de governo, para defender o governo, Hervázio foi conversado, foi discutido, foi debatido”, afirmou.
Leo também cobrou clareza do governador sobre suas declarações recentes: “O que nós esperamos é verdadeiramente isso, que o governador diga verdadeiramente o que ele está pensando, se aquilo que ele falou é verdade ou se foi um lapso”, disse.
“João está sendo induzido”
Questionado sobre o clima de tensão com setores governistas e se João Azevêdo estaria sendo influenciado a adotar esse discurso, Leo Bezerra foi direto. “Eu tenho certeza que ele está sendo induzido. Tenho certeza que ele está sendo induzido por algumas pessoas que querem me afastar dele, que tentam me afastar dele”, declarou. Segundo ele, esse movimento teria contribuído para o desgaste público envolvendo o deputado Hervázio Bezerra.
Apesar das especulações sobre uma possível saída do PSB, Leo afirmou que segue no partido e espera ser respeitado. “Eu estou dentro do partido, espero ser respeitado e espero que o presidente estadual converse comigo. Se eu tiver que sair, vamos sair pela porta da frente. Se eu tiver que ficar, vai ser de uma conversa com o governador João Azevêdo”, pontuou.
Ao comentar o futuro do PSB, Leo adotou um tom de distanciamento. “Eu não espero mais nada do PSB”, afirmou.