Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (22) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e pela Polícia Civil da Paraíba apura suspeita de fraude na emissão de documentos de identidade no estado. A investigação mira um servidor público que atuava em prefeituras no Cariri, afastado das funções por decisão judicial e submetido a monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Segundo a Polícia Civil, o esquema utilizava a estrutura da Administração Pública para inserir dados falsos em registros oficiais, o que resultava na emissão de documentos formalmente autênticos, porém com conteúdo ideologicamente falso, com prejuízo à fé pública.
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As apurações indicam que as fraudes ocorreram em postos de identificação vinculados aos municípios de Alcantil e Barra de São Miguel, onde o investigado se valia do cargo para adulterar registros e comprometer a confiabilidade do sistema de identificação civil.
Durante a ação, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Campina Grande, Barra de São Miguel e Alcantil.
A Polícia Civil informou que o nome “Operação Galezia” faz referência ao conceito de falsificação e dissimulação de informações, em alusão direta ao tipo de fraude sob apuração. Em nota conjunta, os órgãos envolvidos destacaram que as investigações prosseguem para esclarecer a extensão dos fatos e apurar eventual participação de outros envolvidos.