Reservatórios em situação crítica na Paraíba sobem 60% em um ano e chegam a 45 no início de 2026

Levantamento aponta só dois açudes sangrando e piora no Sertão; Aesa cita baixo aporte de chuvas e diz que transposição ajuda a reduzir impactos

Açude Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras
Foto: Taiguara Rangel/G1

O número de reservatórios em situação crítica na Paraíba cresceu 60% em um ano e chegou a 45 mananciais no início de 2026, segundo monitoramento divulgado pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Em janeiro de 2025, eram 28 reservatórios nessa condição, o que evidencia avanço no quadro de redução hídrica em diferentes regiões do estado.

De acordo com o levantamento, apenas dois reservatórios estão sangrando e outros 12 apresentam volume considerado normal. A maioria permanece abaixo dos níveis adequados para abastecimento e uso regular, com predominância de volumes baixos nos mananciais acompanhados.

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O subgerente de Monitoramento Quali-Quantitativo da Aesa, Wellington Barbosa, afirmou que o quadro está “um pouco acima da normalidade”,  e atribuiu o agravamento ao baixo aporte hídrico registrado ao longo do ano passado. Ele apontou o Sertão como uma das áreas mais afetadas e citou exemplos na região de Patos, onde o Farinha está seco e o Jatobá opera em torno de 10% da capacidade.

Apesar do avanço de reservatórios em nível crítico, Wellington destacou que a transposição do Rio São Francisco tem ajudado a amenizar os impactos da estiagem. A Aesa informou que acompanha a situação diariamente.

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