A Paraíba alcançou a autossuficiência energética e consolidou sua posição como exportadora líquida de eletricidade para o Sistema Interligado Nacional (SIN). De acordo com os dados do Balanço Energético do Estado, a geração paraibana ultrapassou o volume consumido internamente, impulsionada pela expansão contínua de matrizes limpas e renováveis, como a energia solar e eólica.
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Os dados do Balanço Energético da Paraíba apontam que o Estado gerou 8.134,65 GWh de eletricidade em 2025, enquanto o consumo final foi de 6.733,20 GWh. Com isso, a geração estadual superou o consumo em 1.401,45 GWh, equivalente a aproximadamente 20,8% acima da demanda estadual.
Segundo o secretário da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Jovanio Silva, a expansão das fontes renováveis acompanha a estratégia do Estado de fortalecer a segurança energética, ampliar a geração limpa e colocar a Paraíba em lugar de destaque no cenário da transição energética.
O secretário executivo de Energia e Transição Energética, Robson Barbosa, destacou que o ambiente de negócios, proporcionado pelas ações do Governo da Paraíba, aliado a excelente qualidade dos recursos eólico e solar, são fatores fundamentais para o alcance dessa meta histórica para a Paraíba.
A matriz elétrica da Paraíba totaliza atualmente 2.573,02 MW de capacidade instalada. A fonte eólica representa 48,15 % desse montante, com 44 parques em operação que somam 1.243,24 MW. No que se refere à expansão do setor, 27 novos parques estão em fase de construção, com acréscimo de 771,90 MW, além de 29 empreendimentos com obras a iniciar, que somam 1.331,30 MW. Com a entrada em operação desses projetos, a capacidade instalada da fonte eólica deverá alcançar 3.346,44 MW.
Já a geração solar fotovoltaica conta com 34 usinas em operação, totalizando 714,72 MW, representando 27,68 % da matriz. A expansão do setor solar prevê 4 novos parques em obras que somarão 200,00 MW e 55 empreendimentos não iniciados, que adicionarão 2.710,23 MW ao sistema. Ao final, a energia solar alcançará a marca de 3.624,95 MW.
As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) mantêm estabilidade com um empreendimento em operação e capacidade instalada de 3,52 MW, representando 0,14 % da capacidade atual, sem previsão de novas expansões. Considerando a conclusão de todos os empreendimentos em construção e não iniciadas, o Estado projeta um crescimento de 195,2 % na capacidade instalada, que poderá alcançar 7.595,45 MW.
