Paraíba avança e deixa lista dos cinco piores retornos de impostos do país, aponta IBPT

Paraíba avança e deixa lista dos cinco piores retornos de impostos do país, aponta IBPT

A Paraíba saiu do grupo dos cinco piores estados do país no retorno de tributos para a qualidade de vida da população, segundo a 4ª edição do Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade por Estado (IRBES), do IBPT. O levantamento avalia o desempenho dos estados na conversão de impostos em serviços públicos. Na edição anterior do estudo, a Paraíba figurava entre os cinco piores desempenhos do Brasil, ao lado de Bahia, Alagoas, Pará e Maranhão — que ocupava a lanterna nacional.

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No estudo mais recente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), com dados de 2023, o grupo dos piores retornos sociais passou a ser composto por Piauí, Alagoas, Maranhão, Acre e Amazonas (atual último colocado). Embora o Brasil como um todo apresente baixa eficiência na aplicação da alta carga tributária, a Paraíba registrou evolução no indicador e deixou a zona mais crítica do ranking.

O presidente-executivo do IBPT e um dos autores do levantamento, João Eloi Olenike, destaca que uma aplicação mais eficaz das receitas públicas provenientes dos tributos, poderia contribuir diretamente para elevar o bem-estar social da população.

Segundo ele, a gestão mais transparente dos recursos e o direcionamento estratégico para áreas essenciais. “Se os recursos arrecadados fossem geridos com maior transparência e direcionados de forma estratégica para áreas essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura, a qualidade de vida da população experimentaria uma melhora”, afirma.

O IBPT também avaliou os cinco melhores estados nesse quesito e, por ordem, o Instituto aponta: Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, respectivamente, sendo que em relação à essa quarta edição houve alteração no ranking, com SC passando para terceiro e o RJ para o quarto lugar.

O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação aponta, em seu estudo, que dentre as regiões com melhor desempenho, destaca-se o Centro-Oeste, seguido pelas regiões Sudeste e Sul, que concentram os maiores resultados do levantamento e apresentam, de modo geral, melhores indicadores socioeconômicos.

Já entre os menores desempenhos estão as regiões Nordeste e Norte, que concentram os resultados mais baixos da pesquisa e enfrentam, historicamente, maiores desafios relacionados ao desenvolvimento socioeconômico.

“Certamente, uma aplicação mais eficiente das receitas públicas provenientes da arrecadação tributária poderia contribuir para um nível mais elevado de bem-estar social. Nós, como Instituto, esperando que o estudo contribua para ampliar a conscientização da sociedade e do Poder Público sobre a importância do controle, da transparência e da aplicação estratégica dos recursos arrecadados, de modo que eles possam se converter em melhores condições de vida e desenvolvimento para a população”, finaliza o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

A pesquisa foi realizada tomando-se como base o cálculo do IRBES na totalidade das unidades da federação brasileira (27), sendo essa a classificação atual e final:

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