Com Pedras de Fogo na liderança, criação de galináceos cresce 88,9% na Paraíba

Efetivo de galináceos na Paraíba bate recorde e atinge 15,8 milhões. Veja dados do IBGE no WSCOM
(Foto: Agência Brasil)

Após passar por estabilidade entre 2006 e 2008, o efetivo de galináceos na Paraíba passou a crescer a partir de 2009 – deixando a marca de 8,3 milhões de cabeças para atingir 10 milhões. Apesar das oscilações nos anos seguintes, o volume voltou a crescer consistentemente e alcançou o total de 15,8 milhões de galináceos em 2025.

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Além de ser o maior patamar da série histórica, o número também representa um crescimento superior a 88,9% em relação a 2006 e de 8,5% em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Confira os municípios paraibanos de maior destaque:
  • Pedras de Fogo – 1,36 milhão
  • Guarabira – 1,35 milhão
  • Pocinhos – 1,32 milhão
  • Mamanguape – 920,2 mil
  • Princesa Isabel – 774 mil

Já no caso específico das galinhas (poedeiras), a trajetória também foi de expansão. A partir de 2016, observou-se crescimento mais expressivo, ultrapassando 3 milhões em 2021 e chegando a 4,5 milhões em 2025, volume que mais que dobrou em relação ao início da série histórica disponível.

Entre os municípios paraibanos, Pedras de Fogo se tornou o primeiro colocado (970,6 mil), seguido por Princesa Isabel (577,6 mil), Mamanguape (387,7 mil), Esperança (355,3 mil) e Cuité (198,7 mil). Já o total de galináceos cresceu 63,4%, enquanto as codornas apresentaram queda de 38,1% no período, diminuindo de 334,3 mil codornas, em 2016, para cerca de 207,1 mil, em 2025.

Produção de ovos de galinha cresce 185% em 20 anos

A produção de ovos de galinha na Paraíba teve um crescimento expressivo e contínuo. Em 2006,eram produzidas 26,6 mil dúzias, enquanto em 2025 esse número atinge 75,9 mil dúzias. Isso representa quase o triplo da produção em 20 anos, com uma curva de crescimento ainda mais acentuada a partir de 2019.

Já a produção de ovos de codorna apresentou uma trajetória diferente: partiu de 688 dúzias em 2006, alcançando um pico de 4,5 mil dúzias em 2016, com retração nos anos seguintes, encerrando 2025 com produção de 2,8 mil dúzias, praticamente metade do máximo já registrado.

A produção de leite cresceu 131,7% entre 2006 (154,7 milhões de litros) e 2025 (358,4 milhões), mesmo enfrentando uma forte queda em 2012, quando caiu para 142,5 milhões. A recuperação subsequente foi vigorosa, e o setor leiteiro mais que dobrou de tamanho em duas décadas. Já a produção de mel mostrou tendência de alta ao longo do período: partindo de 264 mil quilos em 2006, passou para 433,7 mil quilos em 2025, 1,6 vez o valor inicial.

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