Número de trabalhadores sindicalizados na Paraíba cresce 5,8% e atinge 164 mil, aponta IBGE

Número de trabalhadores sindicalizados na Paraíba cresce 5,8% e atinge 164 mil, aponta IBGE
(Foto: Ravena Rosa / Agência Brasil)

O número de trabalhadores associados a sindicatos na Paraíba chegou a 164 mil pessoas em 2025, um salto de 5,8% em relação ao ano anterior. Em 2024, o aumento havia sido de 4,7%. Os dados são da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, publicada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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De acordo com a pesquisa, o aumento acumulado no contingente de trabalhadores sindicalizados em 2024 e 2025 acompanhou o crescimento da população ocupada: 6,5% em 2024 (passou de 1,557 milhão, em 2023, para 1,658 milhão, em 2024) e 4% em 2025.

Entre 2024 e 2025, a taxa estadual de sindicalização das pessoas ocupadas passou de 9,3% para 9,5%, voltando, portanto, ao mesmo patamar verificado em 2023 (9,5%), o segundo ponto mais baixo da série histórica. Com essa pequena melhoria do indicador em 2025, o resultado paraibano se manteve como o 8º mais elevado do país e passou do 5º para o 4º maior do Nordeste, tendo continuado acima das médias brasileira (8,8%) e nordestina (9,2%).

Taxa de sindicalização feminina se mantém levemente superior à masculina, consolidando a convergência entre os sexos

O levantamento também constatou que as taxas de sindicalização dos homens e das mulheres na Paraíba subiram levemente, continuando um pouco maior para as mulheres (9,6%) do que para os homens (9,5%), em 2025, sendo a segunda vez consecutiva que isso ocorre desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Na região Nordeste, esse indicador feminino esteve acima do masculino ao longo de todo o período, com 2025 mostrando proporções de 9,6% e 8,9%, respectivamente.

No Brasil, a proporção de sindicalização masculina foi historicamente superior à feminina, exceto em 2022, quando foram registradas taxas de 9,1% para eles e de 9,3% para elas. De 2023 em diante, tem havido uma tendência de melhoria e convergência entre os dois indicadores em nível nacional, ficando a taxa média dos homens (8,9%) levemente maior que a das mulheres (8,7%), em 2025.

Taxa estadual de associação a cooperativa de trabalho ou produção sobe para 4,3%

A pesquisa mostra ainda que, na Paraíba, a quantidade estimada de pessoas ocupadas como empregador ou conta própria no trabalho principal, associadas a cooperativa de trabalho ou produção, teve crescimento de 33,3% entre 2024 (15 mil) e 2025 (20 mil). A taxa de associação desse grupo, por sua vez, cresceu 1,3 ponto percentual (p.p.) entre 2024 (3%) e 2025 (4,3%). Apesar disso, o indicador paraibano foi o 11º menor dentre as unidades da federação e o 4º menor do Nordeste em 2025, tendo ficado abaixo da média nacional (4,7%) e acima da taxa nordestina (4%).

Esses resultados mostram a baixa adesão dos trabalhadores a esse tipo de arranjo produtivo, no estado e em todo o país, sobretudo entre as mulheres, cujas taxas de associação a cooperativas, em 2025, foram ainda menores: as proporções femininas eram 4% no Brasil, 3,1% no Nordeste e de 3% na Paraíba; enquanto as taxas masculinas ficaram em 5,1%, 4,5% e 5%, respectivamente.

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