A farmacêutica brasileira EMS anunciou, nesta terça-feira (2), o plano de comercialização e a tabela de preços da primeira versão nacional de semaglutida do país. O medicamento genérico chegará oficialmente às prateleiras das farmácias a partir do dia 15 de junho de 2026, com preços iniciando em R$ 452. O anúncio ocorreu durante um simpósio fechado voltado a investidores do mercado farmacêutico e profissionais da medicina.
A entrada do produto brasileiro no varejo gera uma forte expectativa de ampliação do acesso à terapia de controle de peso e tratamento metabólico. Até então, os pacientes dependiam exclusivamente das opções importadas, cujos custos mensais ultrapassam frequentemente a barreira de R$ 1 mil.
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A alta relevância orçamentária do princípio ativo motivou recentes debates técnicos sobre sua incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS), demanda que acabou rejeitada pela comissão nacional justamente devido ao elevado impacto financeiro para o Estado.
Estratégia comercial pós-queda da patente
A caneta injetável desenvolvida pela EMS foi o primeiro produto de fabricação nacional a receber a homologação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a quebra de patente do laboratório dinamarquês Novo Nordisk — fabricante das marcas de referência Ozempic e Wegovy.
Na última semana, o órgão regulador federal havia autorizado a EMS a adotar um teto de preço máximo equivalente ao praticado pela multinacional estrangeira, que gira na casa dos R$ 800. Contudo, a companhia brasileira optou por aplicar uma estratégia de mercado agressiva, cumprindo a promessa institucional de introduzir a medicação com valores, no mínimo, 30% mais baratos. Na prática, a tabela inicial divulgada nesta terça-feira estabelece um valor que representa quase metade do custo cobrado hoje pela marca pioneira.
Custos do tratamento e cronograma de lançamentos
O modelo de negócio apresentado pela farmacêutica detalhou o custo-benefício planejado para o bolso do consumidor durante o ciclo de introdução da substância no organismo:
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Fase de Indução (3 primeiros meses): A solução foi desenhada para cobrir o primeiro trimestre de terapia, que utiliza dosagens menores. O investimento total somado para os 90 dias será de R$ 863,23.
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Custo Médio Mensal: Com essa engenharia de custos, o desembolso do paciente ficará em uma média de R$ 287 por mês durante a etapa de adaptação inicial. As canetas de miligramagem menor chegam ao mercado em 15 de junho.
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Fase de Manutenção: A empresa anunciou também o lançamento futuro de um combo contendo duas canetas de 1,0 mg pelo preço fixado de R$ 896. Esta apresentação de maior dosagem, no entanto, ainda não possui data definida para distribuição no varejo farmacêutico brasileiro.