O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) anunciou nesta sexta-feira (29) que não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano e que encerrará sua carreira política ao fim do atual mandato no Senado, em 2027. Durante evento do Lide, em São Paulo, o parlamentar também descartou uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento de a gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou o parlamentar. O anúncio foi feito dez dias após o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, declarar que Pacheco não disputaria o governo de Minas Gerais.
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Reconhecimento de inviabilidade
O pronunciamento de Rodrigo Pacheco foi interpretado como um reconhecimento de que não houve viabilidade para a construção de uma aliança em torno de seu nome para a disputa pelo governo mineiro. Ao longo das articulações para o pleito deste ano, nomes ligados ao Governo Federal e do PT indicavam o senador como o principal nome defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer ao Executivo Estadual em Minas.
Embora nunca tenha assumido oficialmente uma pré-candidatura, o senador reconheceu, em diferentes momentos, que mantinha conversas com dirigentes petistas sobre o tema. Em abril, ele deixou o PSD e ingressou no PSB, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin, movimento que ampliou as especulações sobre uma possível candidatura ao Executivo estadual.
Satisfeito com a carreira
Ao comentar sua decisão, Pacheco afirmou estar satisfeito com a trajetória construída nos últimos 12 anos. “Fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada”, declarou.
Questionado sobre uma eventual mudança de posição no futuro, o senador afirmou que a decisão é definitiva. Ele também afastou a possibilidade de ocupar uma cadeira em tribunais superiores. “Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no Supremo Tribunal Federal”, disse.
