Trump faz ameaça direta de genocídio ao Irã: “uma civilização inteira morrerá”

“Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, diz o presidente dos Estados Unidos, ameaçando um ataque brutal nesta noite

Presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington - 06/01/2026
Presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington - 06/01/2026. (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

BRASIL 247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “uma civilização inteira morrerá”, em meio à escalada da guerra contra o Irã, elevando ainda mais a tensão internacional em um cenário já marcado por ataques militares e crise energética global. A declaração ocorreu nesta terça-feira (7), quando o conflito chega ao 39º dia e apresenta sinais de agravamento.

A fala foi publicada por Trump na rede social Truth Social, onde escreveu:

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser recuperada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. No entanto, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes na longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”.

Escalada militar amplia risco regional

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se intensificou nas últimas semanas, com ataques direcionados a alvos estratégicos iranianos, incluindo universidades, aeroportos e instalações petrolíferas. Forças israelenses afirmaram ter bombardeado três aeroportos em Teerã e atingido o maior complexo petroquímico do país, ligado ao campo de gás de South Pars, considerado a maior reserva de gás natural do mundo.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou que bombardeios nas proximidades da usina nuclear de Bushehr representam um risco significativo à segurança nuclear e devem ser interrompidos. Autoridades iranianas também relataram a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, major-general Majid Khademi, após um ataque israelense.

Do lado iraniano, militares classificaram as ameaças dos Estados Unidos como “delirantes” e afirmaram que elas não escondem o que consideram “vergonha e humilhação” dos EUA na região. Segundo Teerã, os bombardeios recentes representam uma “escalada enorme” e uma tentativa de comprometer a capacidade de sobrevivência do país.

Impasse diplomático e pressão global

No campo diplomático, o impasse permanece. O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário, argumentando que isso permitiria aos adversários se reorganizarem. Em contrapartida, apresentou um plano de 10 pontos defendendo o fim permanente da guerra, suspensão de sanções e ajustes nas políticas nucleares.

Especialistas alertam que ataques contra infraestrutura civil podem configurar crimes de guerra, ampliando a pressão internacional sobre os envolvidos. Paralelamente, o Estreito de Ormuz segue como ponto central da crise, com monitoramento constante da navegação e crescente preocupação global com o abastecimento energético.

Impactos globais e novos confrontos

Os efeitos da guerra já se espalham pela região e além dela. No Kuwait, um ataque com drone iraniano deixou 15 militares americanos feridos em uma base aérea. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos relataram a interceptação de drones e mísseis, enquanto o Bahrein fechou uma ponte estratégica por risco de ataques.

No mercado global de energia, a instabilidade levou países a buscarem alternativas. A Coreia do Sul anunciou rotas de abastecimento pelo Mar Vermelho, e o presidente da China, Xi Jinping, defendeu a aceleração de um novo sistema energético menos dependente de rotas vulneráveis.

Outras frentes do conflito também registram agravamento. Em Israel, um ataque iraniano atingiu um prédio residencial em Haifa, deixando mortos. No Líbano, bombardeios israelenses ampliaram a crise humanitária, com mais de 1,1 milhão de deslocados, segundo a ONU. No Iraque, um drone atribuído ao Irã matou um casal após atingir uma residência na região curda.

Intensificação da ofensiva e tensões nos EUA

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou ter atingido mais de 13 mil alvos iranianos desde o início da ofensiva, evidenciando a dimensão da campanha militar. Ao mesmo tempo, autoridades americanas conduziram uma operação de resgate envolvendo mais de 170 aeronaves para recuperar pilotos abatidos no Irã.

Trump também reagiu à divulgação de informações sobre essa operação, exigindo a identificação da fonte jornalística e ameaçando prisão. Para o analista de política externa Trita Parsi, em entrevista à Al Jazeera, há possibilidade de ajustes nos prazos militares caso haja avanços diplomáticos, ainda que o cenário permaneça incerto.

Com o conflito em expansão e declarações cada vez mais contundentes, a crise no Oriente Médio entra em uma fase crítica, com repercussões diretas na segurança internacional e no equilíbrio energético global.

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