BRASIL 247 – Dez governadores e dez prefeitos de capitais deixaram seus cargos até o último sábado (4) para disputar as eleições de 2026, conforme determina a legislação eleitoral brasileira. As informações são de levantamento publicado pelo G1, que detalha o movimento político em todo o país dentro do prazo de desincompatibilização.
A regra exige que ocupantes de cargos no Executivo se afastem das funções antes de concorrer a outros postos eletivos, como forma de evitar o uso da máquina pública em benefício de campanhas. A exceção vale para casos de reeleição, quando presidente, governadores e prefeitos podem permanecer nos cargos durante a disputa.
Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República: Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Os demais oito devem disputar vagas no Senado Federal, que terá renovação de 54 das 81 cadeiras neste ano.
Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem os governos estaduais e, em muitos casos, também devem disputar eleições. Uma exceção ocorre no Rio de Janeiro, onde o então governador Cláudio Castro estava sem vice. Nesse cenário, caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir se haverá eleição direta ou indireta para um mandato-tampão até o fim do ano.
A renúncia, no entanto, não garante a candidatura. A oficialização depende das convenções partidárias e do registro no Tribunal Superior Eleitoral, etapas previstas para ocorrer até agosto.
Além dos que deixaram os cargos, há governadores aptos à reeleição que optaram por permanecer nos mandatos, como Tarcísio de Freitas, Jerônimo Rodrigues e Raquel Lyra. Outros chefes estaduais decidiram não disputar as eleições e seguirão até o fim de seus mandatos.
No âmbito municipal, prefeitos de capitais também renunciaram para concorrer, em sua maioria, aos governos estaduais. Entre eles está Eduardo Paes, que tentará novamente comandar o estado do Rio de Janeiro, além de João Campos e João Henrique Caldas (JHC).
A lista inclui ainda gestores como Eduardo Braide, Cícero Lucena e David Almeida, que deixaram seus cargos dentro do prazo legal. Com isso, os vice-prefeitos assumem as administrações municipais até o fim dos mandatos.
Em alguns casos, as renúncias ocorrem em meio a contextos políticos específicos. No Distrito Federal, por exemplo, Ibaneis Rocha deixou o cargo com a intenção de disputar o Senado, abrindo espaço para a vice-governadora Celina Leão assumir o governo.
O movimento de desincompatibilização marca uma etapa decisiva do calendário eleitoral e reorganiza o comando de estados e capitais em todo o país, enquanto pré-candidatos se preparam para oficializar suas candidaturas nos próximos meses.