Nove açudes paraibanos estão completamente secos e 39 podem secar a qualquer momento

Na contramão da seca, a AESA registra apenas quatro açudes que ultrapassaram o limite de armazenamento

Imagem: Leydson Oliveira / Jornal A União

O boletim mais recente da Agência Estadual de Gestão das Águas da Paraíba (AESA-PB) traça um mapa preocupante da segurança hídrica no estado. Apesar das chuvas isoladas em algumas faixas, a realidade de 136 reservatórios monitorados aponta para uma vulnerabilidade crescente: 9 açudes zeraram seus volumes e quase 30% da rede de monitoramento está na zona de risco iminente de exaustão.

Atualmente, as localidades de São Mamede, Desterro, Conceição, Teixeira, Gurjão, São José dos Cordeiros e Picuí amargam a ausência total de reservas. Além dos mananciais secos, o estado possui 18 açudes operando com menos de 1% de sua capacidade, o que tecnicamente inviabiliza o abastecimento. Confira a lista dos reservatórios nesta situação crítica:

    • Açudes com menos de 1%: Lagoa do Meio (Taperoá), Riacho Fundo (Tenório), São Francisco II, Riacho das Moças e Bastiana (Teixeira), Bichinho (Barra de São Miguel), São José IV (São José do Sabugi), Ouro Velho (Ouro Velho), Tapera e Escondido (Belém do Brejo do Cruz), São Paulo (Prata), Riacho de Santo Antônio, Várzea, Coronel Jueca (Cacimbas), Curimataú (Barra de Santa Rosa), Farinha (Patos), Algodão e Taperoá II.

Situação dos gigantes paraibanos

Nem mesmo os maiores mananciais do estado, responsáveis pelo abastecimento de grandes centros urbanos, apresentam situação confortável. O açude de Coremas, o maior da Paraíba, detém apenas 27% de sua capacidade máxima. Já o Epitácio Pessoa (Boqueirão), essencial para Campina Grande e região, armazena menos de 40% de seu volume total. O cenário mais grave entre os grandes reservatórios é o de Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, que amarga apenas 17,47% de ocupação.

Contraste da sangria

Na contramão da seca, a AESA registra apenas quatro açudes que ultrapassaram o limite de armazenamento (sangria). Este fenômeno ocorre de forma muito pontual em Mari, Monteiro e Araçagi, reforçando a tese de que as precipitações recentes não foram suficientes para recarregar as bacias hidrográficas de forma homogênea. O órgão segue em vigilância constante, recomendando o uso racional da água nas localidades atendidas por sistemas críticos.

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