O vazamento de gravações da reunião sigilosa de ministros do Supremo Tribunal Federal que resultou na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master resultou num aumento da tensão entre os magistrados da Suprema Corte. Conforme informações da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, os ministros estão convencidos que foram gravados durante a discussão.
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A suspeita de que uma gravação secreta pudesse ter sido vazada teve início após o site Poder 360 publicar uma reportagem dando detalhes precisos das falas de cada magistrado. O nível de detalhamento da reportagem incomodou ministros que creem que a confiança entre o grupo foi quebrada de um jeito ímpar na história.
Toffoli negou ter gravado ou vazado qualquer conteúdo da reunião com os pares. Em declaração feita à Folha de São Paulo, o ministro classificou como “absolutamente inverídicas” e afirmou que jamais registrou conversas privadas ou institucionais em toda a sua vida.
Críticas ao relatório da PF
Os Ministros do Supremo Tribunal Federal teriam adotado um tom crítico ao relatório apresentado pela Polícia Federal ao presidente da Corte, Edson Fachin. Conforme a reportagem do Poder 360, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes teriam classificado a atuação da Polícia Federal como sendo um “revide” um “investigação ilegal” por ter mirado um membro do STF sem prévia autorização.
Flávio Dino e Cristiano Zanin também teriam classificado o relatório de 200 páginas da Polícia Federal como “lixo jurídico” que não deveria fundamentar uma suspeição.