O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma conversa de cinquenta minutos por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na manhã desta segunda-feira (26). De acordo com nota divulgada pelo governo brasileiro, os líderes pautaram temas sobre o relacionamento entre as duas nações e à agenda global.
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Ficou acordado durante a conversa uma visita de Lula a Washington após a viagem do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, marcadas para fevereiro.
O diálogo abordou também os indicadores econômicos de ambos os países, levantando boas expectativas. De acordo com Trump, o desempenho econômico positivo alcançado pelo Brasil e pelos EUA é otimista para toda a região americana.
Também foi pontuado o relacionamento amistoso que foi construído nos últimos meses, que mitigou parte das tarifas aplicadas às exportações de produtos brasileiros.
O chefe do executivo brasileiro também voltou a manifestar interesse em ampliar parcerias na repressão de crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
“O presidente Lula reiterou a proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano”, diz a nota governamental.
Durante a conversa, o convite feito ao Brasil para integrar o Conselho de Paz, criado por Trump, também foi comentado. Embora Lula não tenha confirmado se vai integrar a iniciativa, ele propôs que o órgão apresentado pelos EUA se limite à pauta da Faixa de Gaza e que garanta um assento para a Palestina.
Ainda sobre temas globais, Lula comentou sobre a atual situação da Venezuela.
“No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, pontua a nota.