O Rei Louco e as consequências da política do EU PRIMEIRO

O Fórum Econômico Mundial de Davos é um encontro anual que reúne líderes globais para debater os principais desafios econômicos, políticos, sociais e ambientais do planeta. Ele acontece tradicionalmente em Davos, na Suíça, e é organizado pelo World Economic Forum (WEF), uma organização internacional independente fundada em 1971, pelo economista alemão Klaus Schwab.
Os participantes são chefes de Estado e de governo, executivos de grandes empresas, líderes de organizações internacionais, acadêmicos, representantes da sociedade civil e jornalistas. Os temas discutido vão desde o crescimento econômico, passando pela desigualdade social, as mudanças climáticas, inovação tecnológica, inteligência artificial, saúde global, geopolítica e segurança internacional.

O encontro deste ano transcorre sob os auspícios da ameaça de anexação da Groenlândia pelos EUA. O atual presidente deste país afirmou ao primeiro ministro da Noruega que como ele não foi agraciado com a comenda do prêmio Nobel não teria mais compromisso em buscar a paz e que a posse da ilha da Groenlândia é prioridade para seu pais, ohh desculpa, para ele.

Este tipo de atitude me fez lembrar de Jorge III, rei inglês na época da guerra pela independência que as colônias instaladas na América do Norte deflagraram contra o reino da Inglaterra. Este rei passou para a história com a alcunha de O REI LOUCO.

O Jorge III teve comportamentos considerados “loucos” . Seu reinado aconteceu entre 1760–1820 e a independência dos EUA se deu no período de 1775–1783. Durante esse período, Jorge III apresentou episódios recorrentes de doença mental, descritos por contemporâneos como fala descontrolada, confusão mental, comportamento errático e períodos de incapacidade para governar.

O paralelo com o atual presidente dos EUA é, segundo minha forma de pensar, perfeito. Um presidente que afirma que está resoluto em romper com a Otan e anexar a Groenlândia a todo custo porque não recebeu o prêmio Nobel não pode esta no pleno gozo de suas faculdades mentais.

Fico imaginando a cena em que o presidente dos EUA ditou a nota que foi enviada ao primeiro ministro da Noruega a um assessor da Casa Branca e este, provavelmente com vergonha ou submissão, não disse, “Presidente, o sr. esta louco ? O sr. não pode colocar sua ambição pessoal pelo Nobel acima da aliança atlântica”.

Só um louco atribui pouco ou nenhum valor ao sangue, ao suor e a energia que gerações de soldados, diplomatas e presidentes antes dele sacrificaram para construir essa aliança. É óbvio que apenas um narcisista patológico insistiria em destruir e atacar aliados históricos para tomar a Groenlândia, especialmente considerando que esse país já tem direito de operar bases e estacionar tropas na ilha e também tem autorização de explorar os recursos minerais em seu solo.

Se os EUA fossem uma empresa, a diretoria teria respondido a um comportamento deste tipo anunciando uma intervenção no CEO, pois enquanto a loucura reina, os concorrentes dos EUA estão tendo dificuldade de acreditar na sorte que estão tendo. Desde o fim da segunda guerra mundial, Rússia e China compreenderam que os EUA tem enormes vantagens competitivas. E estas advém do fato de que os EUA tem aliados que compartilham valores e estão dispostos a fazerem coisas difíceis, como enviar soldados ao Iraque e Afeganistão, para se aliar aos EUA. Rússia e China sonhavam com o dia em que algo assim acontecesse e faria os EUA perdessem seus aliados e a OTAN se fragmentar. O povo dos EUA elegeu um homem que está levando seu país não a um futuro de “Os EUA em primeiro lugar”, mas do “Trump em primeiro lugar”.

Nas loucuras do rei Jorge III, a Inglaterra perdeu as colônias instaladas na América do Norte. Em discurso no fórum de Davos, o primeiro ministro do Canadá deixou claro que a ordem vigente de alianças acabou e que os países de poder militar médios devem se aliar, pois se não o fizerem deixarão de esta na mesa de negociação e passarão a frequentar o cardápio de aquisições das potências militares maiores. As loucuras do rei louco atual dos EUA levará este pais a perder seus aliados mundiais.

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