Morre Raul Jungmann, ex-ministro de FHC e Temer, após luta contra o câncer

Faleceu neste domingo (18) Raul Jungmann, figura central na política brasileira das últimas décadas. Aos 73 anos, o pernambucano deixa um legado de articulação e gestão que atravessou governos de diferentes matizes, consolidando sua reputação como um “camaleão político”, termo usado para definir sua versatilidade e pragmatismo em prol da governabilidade.

Jungmann ganhou projeção nacional no governo de Fernando Henrique Cardoso, onde comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o INCRA. Naquele período, foi responsável por pacificar conflitos no campo e acelerar processos de assentamento. Anos depois, retornou ao primeiro escalão no governo Michel Temer, assumindo inicialmente o Ministério da Defesa. Foi sob seu comando que as Forças Armadas intensificaram o apoio à segurança pública, culminando na criação do inédito Ministério da Segurança Pública, pasta que ele também chefiou.

Sua gestão na Segurança Pública foi marcada pelo desafio da intervenção federal no Rio de Janeiro, em 2018, uma medida extrema para conter a crise de criminalidade no estado. Jungmann era visto como um interlocutor confiável tanto por militares quanto por setores da esquerda e do centro, o que permitia que ele navegasse com facilidade pelos corredores do Congresso Nacional.

Após deixar a vida pública direta, Jungmann assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde buscou modernizar o setor e estreitar laços com pautas ambientais. Líderes políticos de diversas legendas manifestaram pesar pela sua morte, destacando que o Brasil perde um de seus maiores negociadores.

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