Estatal da Venezuela diz negociar com EUA venda de petróleo bruto em meio a revisão seletiva de sanções

PDVSA, estatal petroleira da Venezuela
Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

BRASIL 247 – A Petróleos de Venezuela, S.A. (PDVSA), a estatal petroleira do país, informou nesta quarta-feira (7), em nota oficial, que está em negociações com os Estados Unidos para a venda de petróleo bruto.

A nota diz que as negociações levarão a acordos nos moldes daqueles vigentes com empresas internacionais, como a Chevron, baseando-se em transações “estritamente comerciais”.

“A PDVSA reafirma seu compromisso de continuar construindo alianças que promovam o desenvolvimento nacional em benefício do povo venezuelano e contribuam para a estabilidade energética global”, acrescenta a nota, divulgada pela teleSUR.

Mais cedo nesta quarta-feira, o Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) declarou que Washington está revertendo seletivamente as sanções contra o petróleo venezuelano para viabilizar seu transporte e comercialização. Além disso, a Casa Branca declarou nesta quarta-feira que os Estados Unidos estão trabalhando com as autoridades interinas da Venezuela no “acordo energético histórico” entre os dois países.

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Washington passou a comercializar o petróleo bruto venezuelano no mercado internacional em benefício dos Estados Unidos, da Venezuela e de aliados norte-americanos, acrescentou o departamento. Segundo o comunicado do DOE, petróleo leve dos EUA será enviado à Venezuela para otimizar a produção e o transporte do petróleo extremamente pesado venezuelano.

As exportações de petróleo da Venezuela, que caíram a um nível mínimo em meio ao bloqueio imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a todos os petroleiros sancionados, estão paralisadas porque os capitães dos portos não receberam pedidos de autorização para a saída de embarcações já carregadas, informou a Reuters no último domingo (4).

Em 3 de janeiro, num sábado de madrugada, os Estados Unidos lançaram um ataque em larga escala contra a Venezuela, sequestrando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, e levando-os para Nova York. Trump anunciou que Maduro e Flores seriam julgados por suposto envolvimento com “narco-terrorismo” e por representarem uma ameaça, inclusive aos Estados Unidos.

Nesse contexto, a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a nomeação do novo chefe de sua equipe econômica, cargo que permanecia vago desde o sequestro do presidente Maduro pelos Estados Unidos. Calixto Ortega Sánchez, ex-chefe do Banco Central, foi designado vice-presidente para a área econômica, cargo anteriormente ocupado pela própria Rodríguez.

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