BRASIL 247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar forte repercussão internacional ao afirmar que o país “precisa” da Groenlândia por razões de segurança nacional. Segundo a Casa Branca, o governo norte-americano discute diferentes caminhos para adquirir o território semiautônomo ligado à Dinamarca, incluindo, em último caso, o emprego de forças militares.
Em comunicado oficial, a Casa Branca afirmou que Trump deixou claro que a incorporação da Groenlândia é tratada como uma prioridade estratégica. “O presidente e sua equipe estão discutindo uma gama de opções para alcançar esse importante objetivo de política externa e, claro, o uso das Forças Armadas é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe”, declarou o governo norte-americano.
As declarações ganharam força após Trump reiterar, no fim de semana, que os Estados Unidos “necessitam da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional”. O território, localizado no Ártico, é considerado estratégico por sua posição geopolítica e integra o Reino da Dinamarca, que também é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Na segunda-feira (28), a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reagiu de forma dura às declarações vindas de Washington. Ela advertiu que qualquer ataque dos Estados Unidos contra a Groenlândia significaria, na prática, o fim da Otan, aliança militar baseada no princípio de defesa mútua entre seus integrantes.
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O debate sobre o futuro da Groenlândia voltou ao centro das atenções após a recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, quando tropas de elite realizaram uma operação para capturar o presidente Nicolás Maduro e levá-lo a Nova York sob acusações relacionadas a drogas e armas. No dia seguinte à ação, Katie Miller, esposa de um dos principais assessores de Trump, publicou em redes sociais um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira norte-americana, acompanhado da palavra “EM BREVE”.
Também na segunda-feira (28), o assessor sênior da Casa Branca, Stephen Miller, reforçou publicamente a posição do governo. “É a posição formal do governo dos Estados Unidos que a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos”, afirmou. Em entrevista, ele argumentou que o país exerce papel central na Otan e que, para garantir o controle do Ártico e proteger os interesses da aliança, “obviamente a Groenlândia deveria ser parte dos Estados Unidos”.
Questionado de forma insistente sobre a possibilidade de o governo descartar o uso da força para anexar o território, Miller evitou assumir compromissos e respondeu: “Ninguém vai lutar contra os Estados Unidos pelo futuro da Groenlândia”.
