O motorista da caminhonete envolvida no acidente que matou o motociclista Anderson França, de 35 anos, em João Pessoa, se apresentou à Polícia Militar nesta segunda-feira (12). A informação foi confirmada pela corporação. O acidente aconteceu durante a madrugada, no bairro do Cuiá.
De acordo com a PM, equipes da Ronda Ostensiva Tática com Apoio de Motocicletas (Rotam) faziam patrulhamento no bairro do Geisel quando perceberam uma movimentação suspeita em uma residência. Ao se aproximarem, os policiais foram procurados pelo advogado do motorista, que informou que estava com o cliente e que ele desejava se apresentar.
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Após a abordagem, o suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes, localizada na Cidade da Polícia, também no Geisel. Até a última atualização, a identidade dele não havia sido divulgada.
Câmeras registraram acidente no Cuiá
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a caminhonete faz uma manobra para entrar em um posto de combustíveis e ocupa parte da faixa contrária. Em seguida, a motocicleta conduzida por Anderson colide com o veículo.
Após a batida, o motorista deixa o local sem prestar socorro. Anderson morreu ainda na cena do acidente. Segundo familiares, ele seguia para a Ceasa, onde trabalhava como motorista.
A Polícia Civil informou que testemunhas relataram que o condutor da caminhonete teria estado em um bar antes do acidente e realizado manobras perigosas pelas ruas do bairro. Essas informações deverão ser apuradas durante a investigação.
Família de Anderson cobra justiça
Antes da apresentação do motorista, a mãe da vítima, Nelmar Dantas, havia pedido que o responsável fosse localizado e respondesse pelo caso. Em entrevista à TV Cabo Branco, ela falou sobre a perda do filho e cobrou providências.
“(Ele era) honesto, pegava nada de ninguém, era um menino de Deus, só Jesus para me dar força, eu não aguento. Eu quero Justiça, que ele se apresente, que a polícia pegue ele”, declarou.
A tia de Anderson, Rizoneide França, também lamentou a morte e destacou que o sobrinho cuidava dos avós.
“(Ele) cuidava dos avós, tudo que os avós precisava era ele. Ele vai ser mais um? Que país é esse, que Justiça é essa que acontece isso. Vai ficar por mais um?”, questionou.

