Flávio Bolsonaro lidera votação das eleições brasileiras no Japão, Filipinas e Tailândia

Lula, em contrapartida, vence em outros países

A “tática diversionista” adotada pelo candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, para tentar desviar a atenção de seu envolvimento no caso Dark Horse dificilmente produzirá os efeitos que deseja. Passados mais de três meses desde a revelação de seu pedido de dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente destinado ao financiamento de um filme biográfico sobre seu pai, e diante da ausência, até agora, de documentação capaz de demonstrar de forma convincente a aplicação dos R$ 61 milhões recebidos, o candidato responde às indagações dizendo que o assunto é “página virada” e que quem deve prestar contas é Lula. Siga o canal do WSCOM no Whatsapp. Como assim? O que o presidente Lula tem a ver com as questões que envolvem Flávio Bolsonaro? Recorre-se, mais uma vez, à velha estratégia de responder às acusações dirigindo a pergunta para outro lado: “E o Lula?”. É como se a simples menção ao presidente fosse suficiente para apagar as dúvidas existentes. Não é. O assunto não pode ser considerado página virada enquanto permanecerem sem respostas perguntas fundamentais. O romance ainda está nas primeiras páginas, e há muito conteúdo a ser conhecido. Talvez seja justamente isso que incomode: a possibilidade de que as páginas seguintes revelem informações que não sejam bem recebidas por aqueles que defendem o candidato. As questões continuam à espera de esclarecimentos. Qual foi o roteiro do dinheiro recebido? Como os recursos foram efetivamente aplicados? Por que parte do dinheiro teria sido enviada para uma conta nos Estados Unidos administrada por um advogado ligado a seu irmão, que enfrenta problemas com a Justiça ? São perguntas que não podem ser respondidas simplesmente com um “e o Lula?”. Quem pretende disputar o mais importante cargo da República precisa assumir a responsabilidade de esclarecer fatos que lhe dizem respeito. A candidatura exige, além de discursos e promessas, transparência e disposição para prestar contas. Enquanto essas perguntas permanecerem sem respostas convincentes, a chamada “página virada” continuará aberta. A tática diversionista, portanto, não resolve o problema. Apenas tenta mudar o foco daquilo que realmente precisa ser esclarecido.

Nas Filipinas, Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado na disputa presidencial brasileira realizada no país asiático. Dos 62 votos válidos, o candidato do PL recebeu 33, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 26.

Flávio Bolsonaro lidera no Japão e na Tailândia

No Japão, a apuração parcial de 60 das 119 urnas apontava ampla vantagem de Flávio Bolsonaro, que concentrava mais de 80% dos votos. O candidato do PL somava 12.066 votos, contra 2.240 de Lula.

Na Tailândia, Flávio Bolsonaro recebeu 51 votos, o equivalente a 50% do total, enquanto o presidente Lula registrou 40 votos (39,22%).

Lula vence em outros países

Em contrapartida, o presidente Lula venceu na China Continental, e também na Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Malásia e Singapura.

Em Hong Kong, região administrativa especial da China, o senador venceu por uma margem estreita. O candidato do PL recebeu 105 votos, contra 99 do presidente Lula.

Eleitorado brasileiro no exterior

O eleitorado brasileiro no exterior está distribuído por 134 países e 186 cidades. Os Estados Unidos concentram o maior contingente, com cerca de 265,4 mil eleitores, seguidos por Portugal e Japão.

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