O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou o comportamento de usuários nas redes sociais e fez ataques diretos ao deputado federal Nikolas Ferreira durante entrevista a um grupo de veículos de comunicação alternativa nesta quarta-feira (30).
Durante a conversa, Lula lamentou a disseminação de desinformação na internet e defendeu maior responsabilidade nas manifestações feitas em ambientes digitais.
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Lula critica comportamento nas redes sociais
Ao comentar as mudanças provocadas pelas tecnologias de comunicação nas relações sociais, o presidente afirmou que as redes contribuíram para aumentar a individualização e, segundo ele, comportamentos hostis.
“O mundo se individualizou. E todo mundo está mais irritado, e mais canalha, porque as pessoas que pegam o celular conseguem mentir com muita facilidade”, declarou.
Na sequência, Lula afirmou que pessoas que considera sérias não utilizariam as redes para inventar informações ou atacar terceiros.
“Mas o cara que não presta inventa”, disse.
Presidente cita Nikolas Ferreira
Em seguida, Lula mencionou nominalmente Nikolas Ferreira e criticou a atuação do deputado no ambiente digital.
“Tem um tal de deputado Nikolas [Ferreira], que eu nem conheço, que é imbecil de marca maior. Passa o tempo inteiro fazendo fake news, sem se preocupar com a educação que passa para a juventude”, afirmou o presidente.
A declaração foi feita no contexto da discussão sobre a responsabilidade de usuários e agentes públicos na disseminação de informações pelas redes sociais.
Lula defende responsabilidade nas publicações
O presidente também destacou a necessidade de considerar os efeitos que uma manifestação pública pode provocar em outras pessoas, especialmente entre os jovens.
“Toda vez que a gente abrir a boca para falar, toda vez que a gente fizer uma publicação, você tem que levar em conta que você está falando com alguém. E você tem que saber como vai reagir a cabeça daquelas pessoas”, declarou.
Ao final, Lula reconheceu que não sabe apontar uma solução definitiva para o que classificou como um processo de deterioração do debate público.
“Como a gente muda isso eu confesso que não sei. Só acho que o mundo está ficando complicado”, concluiu.