A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota de esclarecimento oficial neste domingo (27) para rebater declarações que a vinculavam à criação e difusão de desinformação durante o período eleitoral. O posicionamento ocorreu após o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), acusar integrantes da instituição de colaborarem com a propagação de boatos sobre sua plataforma política.
O caso teve início após a circulação de conteúdos em redes sociais que atribuíam ao parlamentar a intenção de revogar o título de Padroeira do Brasil concedido a Nossa Senhora Aparecida. O candidato desmentiu publicamente o teor do material e acusou adversários políticos de articularem a tese com o apoio de membros internos do organismo.
Em resposta, a cúpula da igreja declarou que não produziu, autorizou ou participou de qualquer etapa de elaboração ou distribuição de informativos falsos relacionados ao pleito nacional.
“A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”, destacou o comunicado da entidade.
No documento, a instituição enfatizou que a imputação de acusações sem a devida comprovação documental atinge de forma injusta a imagem da conferência perante os fiéis e a sociedade civil.
A nota sublinha ainda o repúdio irrestrito à fabricação de desinformação no debate público, independentemente dos atores envolvidos ou de eventuais beneficiados pelas narrativas.
A entidade concluiu a manifestação reafirmando seu compromisso institucional com o diálogo pacífico e a veracidade dos fatos no processo democrático, reiterando a máxima de que “a mentira não se combate com outra mentira”.

