O Parque das Três Ruas, nos Bancários, estendeu o calendário junino da capital com a realização do “Arraiá no Parque” entre os dias 26 e 28 de junho. O evento movimentou o fim de semana com programação musical, gastronomia e eventos pet.
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O fluxo de visitantes ajudou a aquecer o comércio de bairro em um mês que costuma registrar calmaria no varejo convencional. Para os artesãos e microempreendedores locais que participaram da feira, as festividades funcionaram como uma plataforma essencial de faturamento e divulgação de produtos.
Moda sustentável e o “olho no olho”
Para Lucivania, proprietária do brechó Desapega que eu pego, a participação na feira é uma oportunidade essencial para romper as barreiras da moda sustentável e alcançar novos públicos. Ela destaca que o contato físico e a experiência presencial ainda são imbatíveis para o negócio.
“A feira é uma oportunidade que a gente tem de vir trazer, de expor as nossas peças, de mostrar a moda sustentável cada vez mais. […] Nada melhor, na verdade, do que a gente aquele corpo a corpo, aquele olhar, aquele sorriso da gente olhar, de entender mais ou menos quando você chega, do que é que você mais ou menos gosta. Então assim, aquela coisa, bater o olho e gostar, na verdade, isso aí super dá certo”, contou.
Lucivania explica que o período exige jogo de cintura para atender às demandas sazonais dos clientes, que nesta época do ano costumam buscar roupas de frio para viajar para destinos como Areia e Bananeiras.
“É Copa, é junho, são dois períodos, na verdade, que a gente termina tendo que fazer malabares, né? Trazendo um pouco, na verdade, tanto do que a gente pode trazer relativo ao Brasil e à alta procura de roupas de frio”, relatou a empreendedora, que possui loja física no bairro de Mandacaru e também participa de outras feiras.
Artesanato colorido e captação de clientes
O artesanato é outro setor de grande força na Paraíba que encontra nessas feiras um mecanismo indispensável para conectar criadores e consumidores. É o caso da artesã Alane Pimentel, cujo ateliê aposta em peças alegres e coloridas para se diferenciar no mercado.
“A proposta do ateliê é trazer peças que sejam mais alegres, como, por exemplo, o sousplat, que a gente fez de colméia. É uma coisa que eu acho muito incrível, traz alegria para a mesa. É diferente daquelas coisas cinza e bege que a gente vê por aí. Então essa é a proposta do ateliê. É, e as outras peças também vão nesse rumo, com bastante cor e bastante alegria.”, explicou Alane.
Embora o ateliê opere de forma online pelo Instagram, onde recebe a maioria das encomendas, Alane enxerga a feira física como um ponto estratégico de divulgação e relacionamento.
“As feiras são um ponto em que a gente utiliza para fazer captação de novos clientes e conhecer pessoas novas, né? Apresentar a nossa arte e entender como é que ela funciona e como é que ela encanta as outras pessoas também, porque isso é uma coisa que nos deixa muito feliz. É a forma que nossa arte fala com as demais pessoas”, disse Alane.
A artesã compartilhou ainda o otimismo com os resultados do evento e o impacto pós-feira.
“A gente tá com expectativa de fechar o mês bem melhor que os outros meses do começo do ano, basicamente, mas não só a venda aqui, porque como a gente conversa muito com o cliente, acaba tendo uma venda, é, um quase venda muito bom. Capta os clientes aqui e depois tem encomendas”, concluiu a empreendedora.
