Suspeito de ataque que matou jovens no Rangel é preso durante operação em João Pessoa

Homem foi detido na comunidade Paulo Afonso, em Jaguaribe, durante a Operação Caixinha; ataque matou Israel Magalhães e Edjândio no dia 8 de junho.

Jovens mortos em ataque a tiros em João Pessoa não tinham passagem pela polícia
Jovens mortos em ataque a tiros em João Pessoa não tinham passagem pela polícia. (Foto: Reprodução / TV Cabo Branco)

Um suspeito de participar do ataque a tiros que matou dois jovens no bairro do Rangel, em João Pessoa, foi preso nesta terça-feira (16), durante a Operação Caixinha. A prisão ocorreu na comunidade Paulo Afonso, no bairro de Jaguaribe, segundo a Polícia Civil.

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As vítimas do ataque foram Israel Magalhães, de 17 anos, e Edjândio, de 18 anos. Os dois foram mortos no dia 8 de junho, na Rua da Mata, enquanto moradores pintavam a rua. Outras duas pessoas ficaram feridas.

A identidade do suspeito preso não foi divulgada. De acordo com o delegado Rafael Muniz, o homem é apontado como um dos chefes de um grupo criminoso e já respondeu por outros homicídios.

“Esse indivíduo foi recolhido, também foram encontradas munições, carregadores e drogas. É um indivíduo que já é uma presença constante das unidades prisionais, uma presença que ele já é reincidente em crimes de homicídio”, disse Rafael Muniz durante coletiva.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Caixinha, deflagrada nesta terça-feira (16) para cumprir mandados contra uma organização criminosa investigada por homicídios em João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava na região de Mandacaru e mantinha uma espécie de arrecadação interna para comprar e administrar armas de fogo.

De acordo com o superintendente da Polícia Civil, Cristiano Santana, a investigação aponta que o ataque no Rangel teria sido uma retaliação a outro ataque registrado no dia 3 de junho, na comunidade Paulo Afonso, em Jaguaribe.

“O que se verificou pelas investigações é que esse segundo evento ocorrido na Rua da Mata foi uma retaliação a esse primeiro evento ocorrido no dia 3”, afirmou Cristiano Santana.

A delegada Josenise de Andrade, responsável pela investigação do ataque no Rangel, afirmou que os jovens mortos moravam perto do local do crime e foram surpreendidos pelos atiradores.

“Segundo o pai de uma das vítimas, eles vieram buscar uma chuteira e foram surpreendidos pelos elementos que saíram da área de mata já atirando. Eles dois foram as vítimas fatais, sem passagem pela polícia e sem nenhum envolvimento [com crimes]”, disse Josenise.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os suspeitos chegaram armados e atiraram contra as pessoas que estavam na rua. A Polícia Civil segue investigando a participação de outros envolvidos no crime.

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