O advogado e pré-candidato ao governo estadual Olímpio Rocha protocolou uma representação formal junto ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) exigindo que o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e a promotoria de Controle Externo da Atividade Policial intimem o deputado estadual Walber Virgolino (PL). A iniciativa jurídica ocorre após o parlamentar de oposição declarar publicamente que sabe a identidade de figuras públicas que estariam envolvidos em esquemas de corrupção no estado.
A ofensiva jurídica endossa a cobrança inicialmente verbalizada na Assembleia Legislativa pela deputada estadual Cida Ramos (PT), que também cobrou transparência do colega de plenário. Segundo Olímpio, declarações dessa magnitude não podem ser tratadas como retórica de bastidor ou palanque eleitoral.
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“A deputada Cida Ramos foi a primeira a fazer a cobrança pública correta: se Virgulin sabe quem são os policiais corruptos, que diga quem são. Eu resolvi transformar essa cobrança em providência concreta. Protocolei junto ao Ministério Público para que chamem Walber Virgolino para se explicar, porque segurança pública aqui na Paraíba não pode ser transformada em bravata”, justificou Olímpio Rocha.
Exigência de ofícios, provas e riscos à corporação
Na peça jurídica enviada ao Ministério Público, Olímpio Rocha argumenta que Virgolino, por ser delegado da Polícia Civil de carreira e deputado, possui o dever legal e constitucional de formalizar qualquer denúncia de crime de que tenha conhecimento. É cobrada a apresentação dos supostos ofícios que o parlamentar afirma ter enviado às autoridades competentes com os nomes dos servidores investigados.
O autor da representação alertou para o perigo institucional de se lançar suspeitas generalizadas sobre a totalidade das forças de segurança do estado, o que, segundo ele, desmoraliza e coloca em risco os policiais que atuam dentro da legalidade.
Crítica ao uso político da segurança pública
Olímpio Rocha concluiu suas críticas afirmando que a ala mais radical da direita paraibana tenta capitalizar politicamente o avanço do crime organizado nas principais cidades do estado, utilizando insinuações para criar desgaste na gestão pública sem apresentar soluções ou denúncias fundamentadas.
“Quem sabe de crime não fica fazendo insinuação. Quem sabe de crime vai lá, prova a acusação e cobra providências das autoridades. Enquanto o crime organizado avança, a direita representada por Virgolino parece que quer transformar tudo isso em palanque eleitoral e isso não pode ser aceito”, disparou.