Solidariedade acusa Cícero de “conduta vedada” e pede restrições contra Leo Bezerra no TRE

Representação cita recepção a alunos de intercâmbio no Aeroporto Castro Pinto.

Cícero Lucena

O Diretório Estadual do Solidariedade acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) contra o ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena (MDB), e contra o prefeito da capital, Leo Bezerra (PSB), por suposta conduta vedada. A representação foi protocolada na quarta-feira (27).

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O partido acusa Cícero de se beneficiar da estrutura da Prefeitura de João Pessoa mesmo após deixar o cargo para disputar as eleições deste ano.

Um dos pontos citados pelo Solidariedade é a recepção de alunos de um programa municipal de intercâmbio no Aeroporto Castro Pinto. Na ação, o partido afirma que Cícero participou do ato “como se fosse o legítimo representante do poder público”, embora já não ocupasse cargo na gestão municipal.

“A conduta descrita revela um claro desvio de finalidade de um programa educacional municipal amplamente custeado pelo erário municipal, que foi transformado em verdadeiro palanque de pré-campanha majoritária para beneficiar Cícero Lucena Filho”, diz o partido na representação.

A ação pede que Leo Bezerra seja proibido de permitir o uso de bens, serviços ou estruturas da Prefeitura em atos que possam resultar em promoção eleitoral de Cícero. O partido também solicita aplicação de multa e a cassação de eventual registro de candidatura ou diploma do beneficiário, caso a Justiça Eleitoral reconheça a irregularidade.

O ex-prefeito apresentou contestação à ação nesta quinta-feira (28). Na defesa, Cícero voltou a acusar a base governista, liderada pelo governador Lucas Ribeiro (PP), de conduta vedada pela participação do ex-governador João Azevêdo (PSB) e do ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos) em agendas administrativas no interior.

Na última segunda-feira (25), o TRE-PB concedeu tutela de urgência em uma representação do MDB contra Lucas Ribeiro, João Azevêdo e Nabor Wanderley. A decisão determinou que o governador se abstenha de usar estruturas, bens, materiais ou serviços do Estado em benefício de pré-candidaturas.

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