Operação fecha farmácia sob suspeita de esquema de abortos clandestinos e prende proprietário em Campina Grande

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Foto: Divulgação/PCPB

Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (12) fechou uma farmácia investigada por suposto envolvimento com abortos clandestinos e comercialização irregular de medicamentos em Campina Grande. A ação, batizada de Operação Dose Oculta, terminou com a prisão em flagrante do proprietário do estabelecimento, localizado na região da Rodoviária Velha, e ampliou a apuração sobre a possível prática de crimes sanitários e penais.

A operação foi realizada pela Polícia Civil da Paraíba, com apoio da Gerência de Vigilância Sanitária (GEVISA) e do Ministério Público do Consumidor. Durante a fiscalização na farmácia, as equipes encontraram medicamentos vencidos, anabolizantes, substâncias abortivas, entre elas comprimidos de Cytotec, além de medicamentos psicotrópicos comercializados sem autorização específica.

Os órgãos de fiscalização também constataram que o estabelecimento funcionava sem licença sanitária válida, sem alvará de funcionamento regular e sem farmacêutico responsável técnico. A partir dessas irregularidades, o proprietário foi conduzido à Central de Polícia para a lavratura dos procedimentos cabíveis.

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Durante as buscas, os agentes localizaram ainda munição calibre .38 dentro do imóvel. Em um compartimento oculto no sótão da farmácia, foram encontradas substâncias que, segundo os investigadores, podem ter relação com a realização de abortos clandestinos, além de documentos com anotações que fazem referência a supostas pacientes e ao tempo gestacional. Com o conduzido, os policiais também encontraram comprimidos de Cytotec no bolso.

As diligências avançaram ainda para um atacado de medicamentos e para um depósito vinculado ao estabelecimento. Nesses locais, as equipes apreenderam produtos em desacordo com as normas sanitárias, além de anabolizantes e outros materiais que agora serão submetidos à perícia e a análise técnica.

A investigação busca esclarecer a possível prática de crimes como comércio irregular de medicamentos, posse irregular de munição e eventual prática abortiva clandestina, além de outras infrações sanitárias e penais que possam ser confirmadas no decorrer do inquérito. A Polícia Civil informou que as apurações seguem em andamento para identificar todas as circunstâncias do caso e verificar se há participação de outras pessoas no esquema investigado.

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