A senadora Daniella Ribeiro (PP) voltou a falar, nesta terça-feira (10), sobre uma relação abusiva vivida no passado durante a inauguração de uma sala de acolhimento para vítimas de violência doméstica no Senado, em Brasília. Ao comentar a experiência pessoal, a parlamentar reforçou a defesa de políticas de prevenção, assistência e informação para mulheres em situação de violência.
“Foi um namoro de cerca de um ano com um juiz, não vou falar o nome da pessoa, que ficou no meu passado, mas foi um envolvimento com muitas características que, atualmente, sei que são ‘red flags’”, disse.
“Antes desse relacionamento, havia sido casada por vinte e um anos. Não tinha conhecimento sobre muitas dinâmicas de casal, por isso, considero importante levar informações sobre esse assunto para as mulheres”, afirmou.
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A fala ocorreu durante a inauguração da chamada Sala Lilás, espaço criado para acolher servidoras da Casa em situação de violência doméstica. Segundo Daniella, o ambiente foi pensado para oferecer escuta, orientação e apoio em um local reservado e acessível, além de servir de referência para gestores que desejem replicar a iniciativa em outras instituições.
“As salas lilás são espaços de acolhimento, onde as vítimas têm apoio para desabafar, para entender o que está acontecendo com elas e saber quais providências podem ser tomadas para protegê-las”, explicou a parlamentar.
A senadora relacionou essa atuação ao programa “Antes que aconteça”, idealizado por ela com foco em medidas preventivas e em ações de assistência às mulheres. Na avaliação de Daniella, o enfrentamento à violência precisa começar antes da agressão física e passar por informação, acolhimento e mudança cultural.
Durante o evento, a parlamentar também voltou a defender a implementação efetiva da Lei 14.164/2021, que trata da prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica. Relatora da proposta no Senado, ela lamentou que a medida ainda não tenha sido aplicada com alcance nacional.
“O combate à violência de gênero não é assunto nem de direita e nem de esquerda. É um assunto de toda a sociedade. Considero que, se a violência contra a mulher estivesse sendo debatida na escola desde a criação da Lei Maria da Penha, já teríamos uma geração de homens educados com outros valores”, concluiu.