Com 2,2 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões, a economia brasileira teve um saldo de 112,3 mil novos empregos formais em janeiro de 2026. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
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Quando comparado com o mesmo período do ano passado, houve um recuo de 27,2% – considerando o saldo de 154,4 mil empregos formais registrados. Além de 2025, o resultado também foi o pior para os meses de janeiro considerando os outros dois anos anteriores, confira:
- 2020: 112,1 mil vagas fechadas;
- 2021: 254,5 mil empregos criados;
- 2022: 167,4 mil vagas abertas;
- 2023: 90,09 mil vagas abertas;
- 2024: 173,1 mil empregos criados.
Apesar do recuo do mês, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, acredita que este ano pode empatar ou superar o saldo de 2025, principalmente considerando a expectativa de recuo da taxa básica de juros – atualmente em 15% ao ano.
“A não ser que azede o cenário internacional, e o Banco Central segure ou suba os juros. Acredito que o juro vai baixar, permitindo o crescimento da economia (…) Não faz sentido pensar em crescimento de juros”, declarou.
Segundo os dados oficiais, neste ano o Brasil teve um salto no número total de empregos com carteira assinada (48,57 milhões) na comparação com dezembro (48,46 milhões) e janeiro do ano passado (47,35 milhões).
Setor e Região
De acordo com os dados do Caged, foram criados empregos de carteira assinada em quatro dos cinco setores econômicos – com destaque positivo para a indústria e negativo para o comércio. Confira:
- Serviços: 40.525
- Comércio: -56.800
- Indústria: 54.991
- Construção: 50.545
- Agropecuária: 23.073
Já em relação às regiões, o Nordeste teve a segunda menor geração de empregos, enquanto o Sul ocupou a primeira posição.
- Sul: 55.727
- Centro-Oeste: 35.412
- Sudeste: 13.301
- Nordeste: 6.134
- Norte: 1.738