MP denuncia 32 pessoas acusadas de integrarem organização responsável pelo tráfico e homicídios na região de Patos

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu denúncia contra 32 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa complexa, voltada à prática de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais. Segundo as investigações, o grupo é apontado como o principal responsável pela onda de homicídios e pelo controle territorial armado na região de Patos, no Sertão paraibano. O processo tramita sob segredo de Justiça.

A denúncia tem como base inquérito instaurado pela Polícia Civil da Paraíba, que detalhou a Operação Parabellum, deflagrada em dezembro do ano passado. A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos, com apoio da 2ª, 3ª e 4ª superintendências da Polícia Civil, além do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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Entre os denunciados estão um homem e uma mulher apontados como líderes da organização criminosa. De acordo com a investigação, o grupo teria surgido a partir de uma cisão da facção “Nova Okaida”, em 2023, mantendo vínculos com o Comando Vermelho. As lideranças, conforme apurado, expediam ordens de execuções e gerenciavam o tráfico de drogas na região, inclusive de dentro e fora de unidades prisionais.

A apuração policial identificou uma série de crimes letais atribuídos aos integrantes da facção. Conforme o relatório, os homicídios não eram episódios isolados, mas instrumentos de gestão interna da organização, utilizados para punir supostas traições e eliminar rivais, consolidando o domínio territorial do grupo.

O MPPB requereu ao Juízo da 1ª Vara Mista de Patos o recebimento da denúncia para início do processo criminal, com a citação dos acusados para apresentação de resposta à acusação. O órgão também pediu a decretação e manutenção das prisões preventivas, conforme representação da Polícia Civil, sob o argumento de existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, além da necessidade de resguardar a ordem pública, garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal.

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