João Pessoa aparece como a terceira cidade brasileira com maior número de contratações pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e lidera entre as capitais do Nordeste. Em todo o país, a capital paraibana fica atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, superando cidades como Goiânia, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza.
Os dados são do Ministério das Cidades e foram apresentados pelo secretário nacional de Habitação, Augusto Rabelo, durante o 9º Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC), realizado no fim do ano passado, em Recife.
De acordo com a Secretaria de Habitação Social, João Pessoa consolidou mais de 20 mil contratos nos anos de 2024 e 2025, totalizando 20.477 unidades habitacionais construídas por meio do programa. Atualmente, quatro empreendimentos estão em execução: Residenciais Rio Jaguaribe, Rio Sanhauá, Rio Paraíba e o Residencial “S” Um.
Para 2026, a previsão é de ampliação. Já foram aprovados mais cinco residenciais pelo programa: “S” Dois e “S” Três, além dos conjuntos Coqueiral Um, Dois e Três, desenvolvidos em parceria com a iniciativa privada. Juntos, devem acrescentar 860 novos apartamentos ao estoque habitacional da cidade.
A secretária de Habitação Social, Socorro Gadelha, destacou que o desempenho da capital nordestina demonstra o tratamento prioritário dado ao setor. Segundo ela, além das obras, a Prefeitura tem adotado medidas complementares para garantir moradia digna às famílias de baixa renda, como o programa de isenção do ITBI, que já beneficiou mais de 22 mil famílias e impulsionou a construção civil local.
Ela também lembrou que, ainda durante o período da pandemia, a gestão municipal concluiu obras herdadas e entregou residenciais como Vista do Verde I e II, no Bairro das Indústrias, e o Núcleo Habitacional Vista Alegre, em Colinas do Sul, além de outros cinco empreendimentos da mesma linha.
Além das novas construções, o município mantém ações de Regularização Fundiária para famílias que possuem imóvel, mas não têm escritura, e o programa Cuidar do Lar, voltado à melhoria das condições de habitabilidade das residências.
No Centro Histórico, dois projetos de revitalização também integram a política habitacional. Pelo modelo Retrofit, que moderniza prédios antigos preservando características arquitetônicas, serão implantados o Residencial Antônio Gomes (antigo Ipase), com 50 apartamentos e área comercial, em parceria com a União por Moradia Popular (UMP), e o Edifício das Nações Unidas, no Ponto de Cem Réis, que contará com 39 unidades e espaços comerciais no térreo.
Para o secretário executivo de Habitação, Beto Pirulito, o investimento no setor vai além da entrega das moradias. Segundo ele, a construção de residenciais movimenta a economia, gera empregos, amplia a infraestrutura urbana e estimula o surgimento de pequenos negócios nas áreas contempladas.
Criado em 2009, no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa Minha Vida tem como objetivo facilitar o acesso à casa própria para famílias de baixa renda e reduzir o déficit habitacional. Em 2020, passou a se chamar Casa Verde e Amarela, retomando o nome original em 2023. A meta nacional é alcançar dois milhões de unidades contratadas até o fim de 2026.
Ranking das cidades com maior número de contratações
1- São Paulo (SP) – 119.959
2- Rio de Janeiro (RJ) – 24.018
3- João Pessoa (PB) – 20.477
4- Goiânia (GO) – 14.220
5- Uberlândia (MG) – 13.725
6- Porto Alegre (RS) – 12.697
7- Salvador (BA) – 12.693
8- Brasília (DF) – 12.177
9- Feira de Santana (BA) – 12.169
10- Fortaleza (CE) – 12.084