Membros do alto escalão do Partido dos Trabalhadores entendem que a continuidade da chapa formada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) e o seu vice Geraldo Alckmin (PSB) é praticamente certa para as eleições de outubro. O entendimento majoritário na sigla é que a estratégia nacional mais ampla passa pela manutenção da parceria.
Na visão dos dirigentes petistas, qualquer alteração na chapa custaria muito do ponto vista político na disputa presidencial, principalmente pela ampliação do diálogo com setores empresariais, produtivos e financeiros, construída pela presença de Alckmin. Há um consenso de que não há um cenário político propício para que se teste uma nova composição de chapa alterando o nome do vice-presidente.
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Paralelamente, o PT segue empenhado em definir sua estratégia eleitoral em São Paulo. A principal aposta é convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo do estado. A expectativa é que o presidente Lula volte a atuar diretamente nas conversas com o ministro para chegar a uma definição até o início de março.
Como parte do esforço de convencimento, o partido sinaliza que Haddad teria autonomia para conduzir as articulações políticas e negociar a composição das chapas ao Senado e à Câmara dos Deputados. A ideia é garantir ao ministro espaço para montar uma aliança competitiva no maior colégio eleitoral do país.