A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) notificou a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), nesta segunda-feira (5), para realizar manutenção imediata em poços de visita e suspender o descarte de efluentes em vias públicas. A medida ocorre após a constatação de extravasamentos nas praias de Tambaú, Manaíra e Bessa e do rompimento de uma rede coletora no bairro dos Bancários.
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Segundo o secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, a notificação tem caráter preventivo e busca garantir que cada órgão assuma sua responsabilidade. “É preciso que cada órgão assuma sua responsabilidade e adote as medidas necessárias para correção. A Prefeitura vem adotando essas medidas reforçando a fiscalização através de equipamentos de monitoramento das galerias pluviais com máquinas robôs e caminhões de sufonamento para identificar eventuais ligações clandestinas de esgoto”, afirmou.
Silveira disse ainda que uma audiência no Ministério Público da Paraíba (MPPB) está prevista para quinta-feira (8), com o objetivo de definir um cronograma, com prazos, para as correções necessárias. “Foram vários fatos constatados de extravasamento na Orla. Desde o Natal que nós estamos verificando, e hoje, nos Bancários, foi verificado o rompimento de uma rede coletora. Nós vamos intensificar ainda mais a fiscalização e pedimos que a sociedade acompanhe e comunique a Prefeitura de João Pessoa para que as medidas cabíveis sejam tomadas”, declarou.
Conforme o texto da notificação, as ocorrências têm relação com a limitação da capacidade das redes coletoras. No documento, a Semam “requer que sejam tomadas as providências cabíveis para a realização de ampliação das redes, de modo a sanar, definitivamente, os casos identificados, evitando, assim, a contaminação das praias urbanas, uma vez que se verifica o risco para toda a coletividade”.
A reunião do MPPB na quinta (8) deve reunir representantes da Prefeitura de João Pessoa, da Sudema e da Cagepa para tratar dos vazamentos identificados nos últimos dias. O encontro será conduzido pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, e pela promotora de Justiça Cláudia Cabral. O MP informou que, ao tomar conhecimento do caso, acionou os presidentes da Cagepa e da Sudema, além do secretário municipal de Meio Ambiente, para cobrar providências.

