Um incidente fatal ocorreu na manhã deste domingo (30) no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa. O jovem, posteriormente identificado como “Vaqueirinho”, de 19 anos, morreu após ser atacado por uma leoa. O caso aconteceu depois que o jovem invadiu a área restrita do felino.
Testemunhas relataram e imagens capturadas no local mostram o jovem escalando a parede de 6 metros de altura do recinto e, em seguida, o homem subiu para uma área que dá acesso ao telhado do espaço onde o animal fica, transitando na estrutura enquanto acionava um extintor de incêndio, durante todo o percurso, o animal acompanhou a movimentação da vítima do lado de dentro da jaula. O jovem desceu então por uma árvore dentro da jaula assim que o homem entrou no recinto, a leoa avançou e o atacou na região do pescoço, causando sua morte. Equipes de segurança do parque foram acionadas de imediato, mas os ferimentos foram fatais.
Informações preliminares indicam que o jovem sofria de esquizofrenia e era atendido pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da capital. Segundo informações da Polícia Civil, o jovem chegou a ser preso por mais de 15 vezes.
Na semana anterior a tragédia o jovem esteve envolvido em duas ocorrências distintas com a Polícia Militar. Inicialmente, a polícia foi acionada em uma agência bancária no bairro de Mangabeira, após relatos de que o suspeito tentava danificar dois caixas eletrônicos. Ele foi detido e conduzido à Central de Polícia, no Geisel. Na Central, foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), visto que o dano foi classificado como simples. Logo após a primeira liberação, o jovem avistou uma viatura da Polícia Militar nas imediações da Central de Flagrantes. Ele lançou uma pedra contra o veículo, danificando parte do vidro dianteiro, e foi detido novamente. Apesar da segunda infração, ele foi liberado mais uma vez. Segundo consta em relatos: o jovem dizia que queria ser preso por sentir fome e não ter onde dormir.
Circula ainda nas redes sociais uma nota de suposta autoria de uma conselheira tutelar de João Pessoa que o acompanhava, de acordo com a nota a profissional revela que o jovem era acompanhado desde os 10 anos pelo Conselho tutelar, que precisou ser afastado da mãe com histórico de esquizofrenia, e da avó por ter histórico de transtornos mentais. Seus quatro irmãos foram adotados, mas que devido a sua condição psiquiátrica não teve a mesma oportunidade.
A morte do jovem levanta questões sobre os protocolos de acompanhamento de indivíduos com transtornos mentais graves e os cuidados necessários para evitar situações de risco. As autoridades policiais, em conjunto com a direção do parque, estão apurando as circunstâncias exatas que permitiram o acesso do jovem à área restrita dos animais.
