O deputado estadual Hervázio Bezerra afirmou que o ex-governador João Azevêdo (PSB) apresentou a porta de saída do PSB ao prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, ao lhe pedir que apresentasse uma licença ou um pedido de renúncia do comando da legenda na Capital. Para o parlamentar, a decisão do ex-gestor estadual foi tomada sob influência de “intrigas” que teriam sido feitas pelo ex-secretário estadual de Administração Tibério Limeira, a quem classificou como “bajulador”.
Segundo Hervázio, a crise na relação entre o ex-governador e o prefeito da Capital surgiu após o evento de filiação do ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena ao MDB. O deputado afirma que, apesar de Leo defender no evento a disposição para votar em Cícero Lucena para o Governo do Estado e no ex-governador João Azevêdo para o Senado Federal, a fala do então vice-prefeito teria sido distorcida por “bajuladores” que cercavam o presidente estadual do PSB enquanto este comandava o Executivo Estadual.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
“Um bajulador foi para João e contou parte da história. E de manhã, o governador, demonstrando uma irritação tremenda, se virou para o repórter e disse: ‘Vocês acham que um correligionário nosso vai ter condições de subir o palanque do adversário e pedir voto para mim?’. Levaram o discurso de Leo totalmente distorcido. E eu não guardo segredo não: o responsável foi Tibério Limeira. Eu acho que foi ele que levou, como levou outras também”, disparou o deputado.
Hervázio diz que João mostrou “porta de saída” para Leo no PSB
“A leitura que eu tenho é que o governador mostrou para Léo a porta de saída do partido”, desabafou Hervázio, revelando que orientou o filho a não assinar nenhuma carta de renúncia com base em um pedido informal por telefone.
Questionado sobre a possibilidade de votar em João para o Senado Federal, Hervázio afirmou que esta possibilidade é muito baixa, algo em torno de 2%. Segundo o parlamentar, qualquer decisão sua de votar no ex-governador após a série de atritos recentes entre os dois e seus agrupamentos políticos representaria um “milagre” do prefeito Leo.
O deputado confirmou a existência de uma rusga de sua parte com o presidente estadual do PSB após falas em um ato de governo que, conforme o ex-aliado, buscavam diminuir sua capacidade enquanto gestor ao avaliar negativamente sua passagem no comando da Secretaria Estadual de Educação.
Deputado critica grupo ligado a João Azevêdo e Tibério Limeira
Para o deputado estadual, a ala ligada a João Azevêdo e Tibério Limeira agiu contra os próprios interesses do partido ao sufocar o protagonismo do prefeito da Capital. Ele argumentou que o núcleo palaciano preferiu isolar as lideranças de João Pessoa em vez de fortalecer a legenda.
“Será que ninguém enxergava que Léo poderia ser prefeito da capital? Talvez seja o único estado da Federação onde não interessava ao partido ter o prefeito da capital. Não enxergaram isso de modo algum. Em momento algum você viu de nenhum militante, muito menos de Tibério, fazer alusão a que Léo poderia dar sustentação ao partido. O PSB enfrentou humilhação uma em cima da outra porque o ex-governador não soube se vacinar contra os bajuladores que o distanciaram de mim e de Léo”, concluiu.
