Afastado, Edvaldo Neto nega participação e diz que fatos investigados são anteriores à sua gestão: “Consciência tranquila”

Edvaldo Neto
Foto: Reprodução/Redes sociais

O prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), se pronunciou na manhã desta quinta-feira (16), por meio de vídeo, sobre a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal. Na gravação, ele afirmou que sempre manteve postura de colaboração com os órgãos de controle e segurança pública e negou participação em irregularidades.

“Venho a público com toda clareza e transparência para me manifestar sobre os recentes acontecimentos envolvendo o meu nome em virtude de uma operação policial na nossa cidade. Inicialmente, gostaria de registrar todo o meu respeito a todos os órgãos de segurança pública”, declarou.

“Desde o primeiro dia em que assumi interinamente a prefeitura municipal de Cabedelo, lutei incansavelmente contra as organizações criminosas que possam estar infiltradas na Prefeitura”, afirmou.

No vídeo, Edvaldo citou ainda o envio de um projeto de lei à Câmara Municipal com foco no combate à infiltração de pessoas ligadas ao crime organizado na administração pública. A proposta já havia sido mencionada pela defesa dele no primeiro posicionamento público divulgado depois do afastamento.

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A principal linha do pronunciamento, porém, foi a tentativa de dissociar seu período à frente da Prefeitura dos fatos investigados na operação.

“Vale frisar que todos os atos que estão sendo investigados foram realizados antes de eu estar na condição de prefeito interino. Ou seja, nenhum ato teve participação minha enquanto estive à frente da gestão”, disse.

“Venho com minha consciência tranquila dizer que não cometi nenhum ato ilegal à frente da Prefeitura. Continuo firme, de pé, à disposição para responder a qualquer questionamento”, concluiu.

Veja:

Operação Cítrico

A Operação Cítrico foi autorizada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida e resultou no afastamento de Edvaldo Neto na terça-feira (14), dois dias depois da eleição suplementar em que ele foi escolhido prefeito de Cabedelo. Segundo a investigação, o esquema apura fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa, com contratos sob suspeita que podem chegar a R$ 270 milhões.

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