A troca no comando do Governo da Paraíba foi oficializada nesta quinta-feira (2), com a posse de Lucas Ribeiro (PP) como novo governador. Ele assume o cargo após a renúncia de João Azevêdo (PSB), que deixou a função para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.
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Até então vice-governador, Lucas passa a comandar o Executivo estadual já com o cenário eleitoral no horizonte. Anunciado anteriormente como pré-candidato ao governo, ele deverá concorrer à reeleição – considerando que o período à frente do Estado conta como primeiro mandato.
Antes de chegar ao cargo mais alto do Executivo paraibano, Lucas construiu sua trajetória política em Campina Grande. Natural da cidade, iniciou na vida pública como vereador, entre 2017 e 2020. Na sequência, deixou o Legislativo municipal para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura. Depois, integrou a chapa majoritária como vice-prefeito ao lado de Bruno Cunha Lima, função que ocupou entre 2020 e 2022.
Em 2022, foi escolhido como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por João Azevêdo. A dupla venceu a eleição com 1.221.904 votos, o equivalente a 52,51% dos votos válidos.
Lucas Ribeiro também carrega um histórico familiar ligado à política. Ele é filho da senadora Daniella Ribeiro e sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Na formação acadêmica, é bacharel em Direito pela Unifacisa, desde 2013, e mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), título obtido em 2020.
Saída de João
A mudança no comando do Estado ocorre com a saída de João Azevêdo, que encerra seu ciclo no governo após dois mandatos. Ele foi eleito pela primeira vez em 2018, ainda no primeiro turno, com 1.119.758 votos (58,18%), e reeleito em 2022.
Antes de chegar ao Palácio da Redenção, João acumulou passagens por diferentes cargos na administração pública. Atuou como secretário de Serviços Urbanos de João Pessoa entre 1986 e 1989, foi secretário de Planejamento de Bayeux em 2004 e ocupou funções estratégicas na área de desenvolvimento urbano e habitação. Em 2007, assumiu a Secretaria de Infraestrutura da capital e, em 2011, passou a comandar a Secretaria de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, onde permaneceu até 2018.