Secretário confirma má manipulação de alimentos em pizzaria de Pombal, mas diz que não se pode atribuir à causa do óbito

Material coletado será enviado para um laboratório fora do estado, com prazo de até 15 dias, para análise toxinas no sangue.

Ari Reis
Foto: Clilson Júnior

Apesar da identificação de alta concentração de bactérias em alimentos da pizzaria investigada sobre o surto de intoxicação alimentar em Pombal, no Sertão da Paraíba, o secretário de Saúde do estado, Ari Reis, afirmou que ainda não é possível estabelecer relação direta entre os microrganismos e a morte registrada no caso. As bactérias foram encontradas em análise do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PB).

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Segundo o secretário, a principal conclusão até o momento aponta para falhas na manipulação dos alimentos, mas sem comprovação definitiva de que essa contaminação tenha causado o óbito da servidora Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 40 anos.

“A única afirmação que podemos fazer nesse momento é que há evidências científicas de que há uma má manipulação dos alimentos na pizzaria. Não podemos atribuir a essa concentração elevada de bactérias como causa do óbito, porque precisamos que as amostras biológicas sejam analisadas para verificar toxinas dessas bactérias no sangue, principalmente na amostra desse óbito”, explicou o secretário à Tv Cabo Branco.

O laudo analisou sete amostras, entre alimentos recolhidos no estabelecimento, como pizzas, molhos e carnes, e materiais biológicos de pacientes. De acordo com os resultados, não foram encontradas bactérias patogênicas nas amostras humanas. Já nos alimentos, foi detectada a presença, em alta concentração, de Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Nenhuma amostra apresentou contaminação por Salmonella.

Para Ari Reis, os microrganismos identificados são compatíveis com os sintomas relatados pelos pacientes, como náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais, o que reforça a hipótese de contaminação por falhas no preparo ou armazenamento dos alimentos. Ainda assim, ele ressaltou que a conclusão do caso depende de exames complementares.

O secretário informou que o Lacen-PB não realiza testes para detectar toxinas bacterianas no sangue. Por isso, o material coletado será enviado para um laboratório fora do estado, com prazo de até 15 dias úteis para análise.

Caso

O caso ganhou repercussão após a morte da servidora e o registro de mais de 100 atendimentos médicos, ao menos 117 pessoas procuraram unidades de saúde com sintomas de intoxicação alimentar após consumir produtos no local.

Enquanto isso, a Polícia Civil da Paraíba confirmou o recebimento do laudo, mas informou que só deve se posicionar após a conclusão de todos os exames. A defesa do proprietário da pizzaria, por sua vez, declarou que ainda não teve acesso completo ao conteúdo do documento e afirmou que segue colaborando com as investigações.

 

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