O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não irá acelerar o debate sobre o fim a escala 6×1. Conforme o parlamentar, a discussão por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição obrigará os interessados a buscarem convergência sobre a matéria.
Debate será conduzido sem pressa
Durante almoço realizado pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo nesta terça-feira (17), Motta afirmou que o diálogo será feita de forma compromissada, medido todas as consequências da eventual mudança no regime trabalhista.
“Por mais que estejamos em ano de eleição, nós não vamos conduzir esse debate de maneira atropelada, de maneira descompromissada, sem medir as consequências. Até porque isso deve até preocupar o próprio governo. Por quê? Porque um efeito negativo na economia é ruim para todos”, disse.
Setores devem apontar impactos econômicos
Motta também defendeu que os setores econômicos informem dos impactos práticos que o fim da escala 6×1 podem gerar sobre a economia.
“Todo setor aqui representado deve primeiramente, por mais complexo que seja o tema, se sentir satisfeito pelo formato dado pelo presidente da Câmara para a discussão dessa matéria”, declarou Motta. “Isso obriga todos os interessados a terem a capacidade de encontrar uma maior convergência”, definiu.
Tramitação via PEC e posição do governo
Motta encerrou recordando que o interesse do Governo Federal era enviar um Projeto de Lei que fosse analisado pelo Congresso sob regime de urgência constitucional.
“Todos sabem que, se dependesse da vontade do governo e de alguns partidos representados na casa legitimamente, o caminho legislativo não teria sido o de proposta de emenda à Constituição”.