Quem sabe o mínimo sobre história e performance de Ricardo Coutinho não se incomoda nem se assusta com sua capacidade de formulação de políticas. A última, além de todas, ele se apresenta como apresentador com senador Veneziano, em audiência com Lula, da autoria do ramal do Piancó, do Hospital da Mulher no interior e da duplicação da BR-230 após Campina Grande. Ele, se reparar bem, mira a ascensão nacional influindo na Paraíba.
Este foi o último informe repassado por ele na rádio Arapuan FM nesta segunda-feira numa abordagem em que o ex-governador, pai com filho de 3 anos, deu uma aula de conhecimento de causa até admitindo pactuação na realidade paraibana para atender a Lula. Conviver com João Azevedo ou Cícero Lucena pode não lhe matar de vergonha. É tudo possibilidade de conjuntura pela condição de animal político que o é.
A rigor, ele expõe intimidade com os dois maiores líderes do PT na atualidade, a exemplo de Lula e Dilma Rousseff, como a justificar sua proximidade com quem manda no poder brasileiro sob a ótica progressista há tempos. E manda.
OPÇÕES E PROJEÇÃO
Ricardo defende que a esquerda, em especial o PT, deveria lançar Márcia Lucena, Estelizabel ou professora Maria Luiza Alencar ( cunhada de Efraim Filho) ou mesmo Cida Ramos, mas, sabido, não briga com a realidade. Até aventou Avenzoar para segunda vaga de Vené, mas tudo bem.
Aliás, ele acha que nem Lucas nem Cícero ou vice-versa vai pro pega pra capar por Lula, entretanto, entende que é preciso pactuar na direção da sobrevivência de futuro de Lula.
EXAGERO
Ele fez muito por João Pessoa e acha que o mundo parou na sua gestão. Não parou. João avançou muito na consolidação do Polo Cabo Branco como nunca, da mesma forma o governador e o prefeito Cícero fizeram e estão fazendo pelo Centro Histórico como ele não fez.
Há mais avanços.
SÍNTESE
Ele defende a tese de duas vagas pela esquerda e até uma terceira na composição de 2026 para a Câmara Federal o que já seria ou será expressivo.
Ricardo Coutinho anda afinadíssimo.
ÚLTIMA
“O olho que existe / é o que vê”