A confirmação do falecimento do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ocorrida em decorrência de bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel no último sábado (28), gerou respostas imediatas de governos e organismos internacionais neste domingo (1º). O cenário é de divisão diplomática e alerta para a segurança global.
O governo da Rússia, por meio do presidente Vladimir Putin, condenou a operação, classificando-a como uma violação do direito internacional e das normas humanitárias. De forma semelhante, a China manifestou oposição firme ao uso da força, exigindo a interrupção das operações militares por considerar que houve desrespeito à soberania iraniana e à Carta da ONU.
Em contrapartida, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as ações visam desmantelar a infraestrutura do que chamou de “regime terrorista”. Netanyahu sinalizou a continuidade dos ataques e instou a população iraniana a se mobilizar politicamente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou a postura de força, alertando que eventuais retaliações iranianas seriam respondidas com intensidade superior.
Grupos como Hezbollah, Hamas e os Huthis do Iêmen emitiram notas de condenação, classificando a morte de Khamenei como um crime de guerra e prometendo resistência armada contra a coalizão entre EUA e Israel.
No campo religioso e humanitário, o Papa Leão XIV fez um apelo pelo fim da violência, expressando preocupação com a destruição e a perda de vidas na região. O secretário-geral da ONU, António Guterres, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para discutir os riscos à paz mundial.
Para assegurar a estabilidade administrativa, o Irã oficializou a criação de um Conselho de Liderança Temporária. O grupo, composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do judiciário Mohseni-Ejei e o jurista Alireza Arafi, assume o comando das Forças Armadas e da política externa até a eleição de um sucessor definitivo pela Assembleia de Especialistas.
O governo do Brasil manifestou, via Itamaraty, “profunda preocupação” com a escalada das hostilidades e os potenciais impactos econômicos e humanitários. O país também prestou solidariedade a nações vizinhas ao Irã que foram alvo de ataques retaliatórios.
Com informações da Agência Brasil